O FC Porto queria esquecer, o mais rápido possível, o dissabor do Clássico, sendo Estugarda o sítio idela para afastar os ‘fantasmas do passado’. Na MPHArena, o FC Porto não se livrou do susto, mas acabou mesmo por vencer o Stuttgart (1-2), na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa.
Veja Também
- Por que é que ainda dá gosto pagar bilhete na Alemanha? Estugarda espelha uma identidade
- 15 anos depois, FC Porto volta a vencer fora de portas numa eliminatória da Liga Europa
- Thiago Silva estreia-se na Liga Europa aos 41 anos e entra para a história da competição
O pragmatismo venceu a matreirice alemã
Comparativamente com o duelo frente ao Benfica - que acabou com um gostinho agridoce na boca dos adeptos portistas -, Francesco Farioli operou uma revolução na equipa titular. Diogo Costa, Alberto Costa e Jan Bednarek foram os únicos ‘guerreiros’ que ‘sobreviveram’.

Já Sebastian Hoenëss fez poucas alterações face ao modelo habitual. A verdade é que a máquina’ germânica parecia mais afinada nos minutos iniciais. As transições rápidas - construídas, principalmente, por Jamie Lewling no corredor esquerdo - estavam a apanhar a defensiva azul e branca em contrapé. Futebol ao melhor estilo alemão.
Contudo, os dragões também tinham alguns ‘truques na manga’. Com muita matreirice, a armada lusa aproveitou um erro na construção adversário para inaugurar o marcador. Terem Moffi combinou com Borja Sainz, antes de desferir uma bela finalização em direção do poste mais próximo.
O tiro certeiro correspondeu a uma dose de confiança para os visitantes, que não abrandaram na busca pelo segundo tento. Eis que aos 27’, a vontade acabou por ser recompensada. Zaidu arrancou livre pela esquerda e, posteriormente, cruzou para a área, onde apareceu Mora para fazer a emenda.
As comemorações efusivas nos dois golos da turma da Invicta não agradaram nada aos adeptos dos schwaben. A revolta traduziu-se num ambiente ainda mais hostil, e este, por sua vez, serviu de ‘tónico’ para o conjunto pintado de branco.
‘Fantasmas’ ainda chegaram a assombrar
Perto do apito para o descanso, Deniz Undav - estrela do emblema de Estugarda - deu a melhor resposta a um alívio incompleto dos dragões para reduzir o défice. Os jogadores do FC Porto ficaram a reclamar uma eventual falta do camisola ‘26’ sobre Thiago Silva, porém, a decisão inicial acabou por não sofrer alterações.

Na segunda parte, Farioli foi obrigado a mexer cedo: Moffi fez o sinal de substituição, no seguimento de um problema físico. Para além de Deniz Gül, o técnico italiano chamou a jogo Pepê e Victor Froholdt, em busca de frescura num jogo tão físico.
Os três jogadores que saltaram do banco viram de perto o desvio letal de Angelo Stiller para o fundo das redes. Todavia, Tiago Tomas - avançado luso que entrou aos 73’ - encontrava-se em posição irregular, interferndo diretamente no lance. Fora-de-jogo assinalado após revsão do VAR. Respiraram de alívio os dragões.
O emblema português conseguiu aguentar com as últimas galopadas do Stuttgart, tendo alcançado um preciosa vantagem para a segunda mão. O derradeiro duelo está agendado para a próxima quinta-feira (19 de março), no Estádio do Dragão.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Zaidu Sanusi (FC Porto): o lateral mereceu o voto de confiança de Farioli e não desiludiu. Certinho nas suas ações defensivas, o defesa impulsionou a equipa para uma bela exibição. Ofensivamente, ainda serviu Mora para o segundo da partida.
Terem Moffi (FC Porto): anotou o tento que galvanizou as tropas azuis e brancas. Um belo remate em direção ao poste mais próximo. A sua imponente força física criou dificuldades ao adversário. Ganhou pontos na corrida à titularidade frente a Deniz Gül.
Julian Chabot (Stuttgart): é uma das grandes referências deste Stuttgart, mas nesta partida, teve muitos furos abaixos. Perdeu divididas áereas e, face à escassez de velocidade que possui, foi incapaz de 'apanhar' os adversários nas transições rápidas. Exibição para esquecer.
O árbitro
A equipa comandada por Donatas Rumsas esteve irrepreensível ao longo de todo o compromisso. Com um critério largo, não perdeu o controlo da partida. Nos lances difíceis de ajuizar, o árbitro lituano não falhou.
Incidentes: O filme do jogo








