O Parque dos Príncipes recebeu uma noite europeia de emoções fortes e terminou com um aviso sério do PSG ao Chelsea. Os parisienses venceram por 5-2 na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, num jogo em que a irreverência da equipa francesa contrastou com a cautela excessiva dos ingleses.
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E, no meio da tempestade ofensiva, houve um fio condutor claro: Vitinha abriu caminho e o conjunto francês não deixou nada por fazer.
O PSG entrou com a energia típica das grandes noites europeias e rapidamente colocou o Chelsea em sentido. Aos 10 minutos, João Neves - regressado de lesão - encontrou Bradley Barcola à entrada da área e o jovem francês disparou para o ângulo, inaugurando o marcador.
A resposta inglesa apareceu pouco depois, quando Malo Gusto aproveitou um espaço na defesa parisiense para empatar, mas o ritmo continuou a pertencer ao campeão europeu. Já perto do intervalo, Ousmane Dembélé assinou um momento de pura inspiração, serpenteando entre defesas antes de rematar para o 2-1.
O Chelsea manteve-se fiel ao seu plano mais cauteloso e acabou recompensado num dos raros momentos em que acelerou com convicção. Pedro Neto arrancou pela esquerda, deixou Marquinhos para trás e ofereceu o golo a Enzo Fernández, que fez o 2-2 logo após o recomeço. Durante alguns minutos, o jogo pareceu equilibrar-se, como se o empate tivesse devolvido confiança aos londrinos e inquietação aos parisienses.
Mas bastou um erro para tudo mudar. Filip Jorgensen hesitou numa saída e ofereceu a bola ao ataque do PSG. A jogada passou por Kvaratskhelia e terminou em Vitinha, que respondeu com classe: um chapéu perfeito à entrada da área que recolocou os franceses na frente e devolveu o controlo do jogo aos donos da casa.
Foi o momento em que o meio-campo parisiense voltou a impor-se e a abrir espaços numa defesa inglesa cada vez mais desconfortável.
Luis Enrique lançou então Kvaratskhelia a partir do banco e o georgiano transformou o final do encontro num espetáculo particular. Primeiro, aproveitou a passividade de Malo Gusto para disparar de fora da área e fazer o 4-2. Já nos descontos, surgiu no sítio certo após mais uma movimentação venenosa de Vitinha, finalizando de perto uma assistência de Hakimi para fechar o resultado. Em poucos minutos, Kvaradona resolveu aquilo que o jogo vinha prometendo.
O apito final trouxe ainda um momento tenso. Pedro Neto empurrou um apanha-bolas ao tentar recuperar a bola, gesto que provocou protestos imediatos dos jogadores do PSG. A confusão dissipou-se sem cartões, mas serviu de epílogo a uma noite em que os parisienses foram mais intensos, mais ambiciosos e, sobretudo, mais eficazes.
Com dois golos de Kvaratskhelia e um Vitinha a comandar o ritmo, o PSG segue para Stamford Bridge com um pé e meio nos quartos-de-final.


