Continua a perseguição benfiquista ao título. Os encarnados venceram o Gil Vicente em Barcelos (1-2) e partem para o clássico com nova vitória.
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Pavlidis, Héctor e Schjelderup marcaram os golos de um jogo difícil para as águias, entre duas boas equipas, que acabou decidido pela maturidade de um jovem norueguês. Andreas Schjelderup chamou a si a responsabilidade do jogo e catapultou o Benfica para mais um triúnfo.
A história recente diz que Barcelos é sinónimo de vitória para as águias. Desde 2014 que os encarnados só sabem o que é vencer em casa do Gil Vicente e José Mourinho fez questão de não contrariar os números.
Bola parada fez a diferença
Para o duelo que fechou a 24ª jornada da Liga Portugal Betclic, os técnicos alteraram nove peças no total: César Peixoto lançou Elimbi, Caseres, Agustín Moreira e Héctor Hernández em detrimento de Espigares, Zé Carlos (6), Joelson Fernandes e Gustavo Varela. Já José Mourinho optou por Dedic, Barreiro, Aursnes, Prestianni e Dahl, que renderam Bah, José Neto, Ríos, Barrenechea e Sidny Cabral.
Depois do apito inicial de João Gonçalves, foi o Gil Vicente quem começou a mostrar a veia rematadora. Agustin Moreira e Luís Esteves tentaram a sua sorte de fora da grande área, mas Trubin defendeu o primeiro e o segundo saiu por cima.
Com a equipa da casa a pressionar alto - no seu 4-4-2 habitual, o Benfica sentiu muitas dificuldades na saída curta nos primeiros momentos do jogo, principalmente pelo corredor direito. Dedic somou algumas perdas de bola, juntamente com Barreiro e Pavlidis que caíram naquela zona do campo.
A partir do primeiro quarto de hora, os encarnados começaram a chegar de forma mais regular a zonas de finalização. Rafa e Dahl esbarraram em Lucão, Schjelderup atirou de cabeça contra o corpo de Zé Carlos.
Aos 35´, lá apareceu o golo que os encarnados - hoje de branco - já ameaçavam. Canto ao segundo poste de Aursnes, António Silva subiu ao segundo anel para cabecear e Pavlidis, na frente de Lucão e Buatu, desviou ligeiramente, o suficiente para alterar a trajetória e inaugurar o marcador.
O golo moralizou os forasteiros que, logo de seguida, deixaram o Gil Vicente em dificuldades. Pavlidis atirou à barra e os encarnados entraram um par de vezes com perigo na área adversária.
Frieza norueguesa apareceu quando mais foi preciso
Para o segundo tempo voltaram os mesmos 22 homens, mas por pouco tempo. Aursnes sentiu queixas físicas e Barrenechea entrou para o miolo de José Mourinho. A predisposição física e mental dos barcelenses também foi diferente, entrando com intenção clara de procurar o empate.
Essa agressividade gilista encostou o Benfica às cordas e, depois de um par de bolas paradas, apareceu o empate. Depois de um canto, a bola saiu pela linha lateral e Luís Esteves - com muita destreza - lançou rápido para Santi que assistiu o compatriota Héctor Hernandez para o golo.
O jogo estava bom, com duas equipas com vontade de jogar e com uma arbitragem ao nível dos intervenientes principais. O galo levantou a crista poe Héctor, novamente, que obrigou Trubin a defesa apertada, mas foi o Benfica quem começou a ser mais perigoso. Esse ascendente das águias tem nome e sobrenome: Andreas Schjelderup.
O norueguês chamou a si a responsabilidade e começou a entortar a defensiva contrária desde o corredor esquerdo. Ameaçou primeiro com um cruzamento venenoso sem resposta à altura e, pouco depois, voilá.
Cáseres aliviou mal a bola, que foi ter com o nórdico e este fez o resto. Simulou, puxou para a canhota e premiu o gatilho para um tiro com o pé esquerdo, sem hipótese de defesa para Lucão. Golaço de Andreas Schjelderup.
Na parte final, o Gil Vicente ainda assustou, com algumas aproximações à área adversária e Konan, de fora da área, obrigou Trubin a esticar-se para garantir a vitória encarnada.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Andreas Schjelderup (Benfica): O nórdico teve a frieza para fazer a diferença. O extremo foi o mais desequilibrador durante todo o jogo desde o corredor esquerdo e corou a excelente exibição com um belo golo. Está num ótimo momento de forma.
Héctor Hernández (Gil Vicente): Golo na primeira titularidade. Já havia feito a diferença em Moreira de Cónegos e voltou a picar o ponto diante do Benfica. Ainda não está no melhor momento físico mas é um ótimo avançado.
O árbitro
Deixou jogar - e muito bem - e teve sempre o jogo sob controlo. Grande arbitragem de João Gonçalves, a mostrar que não é preciso apitar muito nem mostrar muitos cartões para manter o jogo debaixo da sua alçada.
Incidentes: O filme do jogo











