Penafiel e Benfica B empataram a uma bola no Estádio Municipal 25 de Abril num encontro que teve duas histórias diferentes em cada uma das partes.
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Águias a voar no primeiro tempo
O encontro começou sob um ambiente solene, com um minuto de silêncio em honra de um sócio histórico do Penafiel, antes de a bola rolar com o Benfica B mais pressionante. A equipa de Nélson Veríssimo entrou com linhas subidas, a tentar condicionar a construção adversária, e rapidamente se instalou no meio-campo ofensivo.
Apesar de um arranque equilibrado, os jovens encarnados cresceram com o passar dos minutos. Mais organizados na circulação, mais agressivos na recuperação, foram empurrando o Penafiel para trás. O primeiro sinal sério surgiu aos 10 minutos, num remate à meia-volta de Miguel Figueiredo, ainda sem grande perigo.
O golo acabou por surgir de bola parada, aos 37 minutos, premiando o ascendente visitante. Canto batido por Diogo Prioste na esquerda, desvio ao primeiro poste de Martim Ferreira e Miguel Figueiredo a aparecer ao segundo para finalizar. Jogada trabalhada, bem coordenada e eficaz. O Benfica B colocava-se na frente com justiça.
Até ao intervalo, Gonçalo Oliveira ainda ameaçou ampliar a vantagem de cabeça, mas o marcador manteve-se em 0-1. A sensação era clara: maior maturidade competitiva das águias, mais critério no último terço e vantagem merecida.
Reação com alma do Penafiel
A segunda parte trouxe um Penafiel diferente. Mais agressivo nos duelos, mais direto, mais comprometido com a procura do empate. João Miguel atirou ao poste logo aos 48 minutos, num aviso sério de que o cenário do jogo estava a mudar.
O encontro subiu de intensidade, com mais contacto físico e sucessivos duelos no meio-campo. Pedro Sá e Raúl Alcaina tentaram de cabeça e de fora da área, enquanto o Benfica B procurava controlar o ritmo e explorar transições.
O empate chegou aos 66 minutos, fruto da insistência da equipa da casa. Álvaro Santos ganhou a linha direita, resistiu à pressão de Gonçalo Oliveira e cruzou com precisão para Bruno Pereira, que apareceu no espaço certo para cabecear para o 1-1. Um golo construído com convicção e que espelhava o domínio penafidelense na segunda metade.
Até final, o jogo manteve-se aberto. O Benfica B tentou reorganizar-se com as entradas de Edokpolor, Tomás Cruz e Tiago Freitas, mas perdeu fluidez. O Penafiel, empurrado pelo público, acreditou na reviravolta, somou cantos e aproximou-se da área, embora sem criar uma ocasião flagrante que desequilibrasse definitivamente.
Incidentes: O filme do jogo





