O Benfica recebeu e venceu o AFS, num jogo a contar para a 23.ª jornada da Liga Portugal Betclic. As águias estrearam um novo equipamento - o quarto da presente temporada - que é, nada mais nada menos, do que uma homenagem ao futebol de rua.
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A equipa da casa foi muito além de um simples tributo na indumentária, isto porque o Estádio da Luz foi, este sábado, palco de vários momentos que mais pareciam saídos de um duelo de futebol de rua.
José Mourinho promoveu várias alterações no onze inicial encarnado - cinco, para se ser mais preciso - sendo que José Neto, que se estreou a titular na equipa A, e Alexander Bah, que já não jogava há mais de um ano, foram as grandes novidades. Enzo Barrenechea e Richard Ríos voltaram, uma vez mais, a formar dupla no meio-campo e Sidny Cabral também regressou ao lote de titulares.
Já João Henriques fez apenas uma mexida: Ángel Algobia entrou para o lugar de Pedro Lima. O médio brasileiro do conjunto avense não integrou a ficha de jogo.
Primeira metade com nota artística
Na última jornada da prova, o AFS venceu o seu primeiro jogo diante do Estoril Praia (3-0), o que significava que o último classificado da tabela se encontrava no pico de confiança e motivação para a deslocação ao Estádio do Sport Lisboa e Benfica. A realidade é que o ânimo dos visitantes durou pouco, visto que as águias não deram qualquer abébia desde o apito inicial.
Depois de uns primeiros minutos em que a equipa da casa procurou encontrar os pontos fracos do emblema nortenho, o golo acabou por surgir logo numa das primeiras ocasiões, aos 11’, cortesia de um marcador improvável. O lateral dinamarquês, que fez a sua estreia sob a tutela de José Mourinho, aproveitou uma recarga para enviar a bola para o fundo das redes. O atleta de 28 anos, depois de festejar com os colegas, dirigiu-se ao banco para abraçar um elemento da equipa médica.
O golo em nada abrandou o ímpeto encarnado, que eventualmente originou um segundo tento, depois de lances desperdiçados por Vangelis Pavlidis, Andreas Schjelderup e Rafa Silva. O autor do segundo golo da partida? Enzo Barrenechea. Ao minuto 30, na sequência de um canto, o médio argentino penalizou a passividade da defensiva visitante e, de pé esquerdo, bateu Adriel.
Se, por um lado, o Benfica estava confortável no encontro e com um volume ofensivo elevado, o AFS vinha sentindo várias dificuldades no momento de atacar a baliza rival. Os pupilos de João Henriques não demonstraram argumentos para ferir as águias, e isso só parecia contribuir para a confiança dos visitados.
Já perto do descanso, surgiu o melhor momento da primeira metade, quando Rafa Silva fez as delícias dos adeptos presentes no reduto lisboeta - um autêntico momento de futebol de rua. Sidny Cabral cruzou para o interior da área adversária e o esférico sobrou para o número 27. O antigo internacional A português, com toda a calma do mundo, aplicou um golpe de letra que não ofereceu qualquer hipótese de defesa a Adriel - sendo fortemente aplaudido.
Primeiro tempo terminado e o Benfica já levava uma vantagem confortável: 3-0 no marcador. Curiosamente, este foi o resultado do jogo da 1.ª volta, que marcou o regresso do “Special One” ao leme das águias. Nota ainda para as contribuições de José Neto e Andreas Schjelderup, que fizeram uma grande parceria na primeira metade.
Uma gestão eficaz
A história da segunda parte foi ligeiramente diferente, uma vez que o Benfica começou a gerir as suas investidas e a poupar energias. Prova disso foi também a mexida promovida ao intervalo, com Otamendi a dar lugar a Tomás Araújo. Os níveis de intensidade foram descendo, em contraste com os de concentração, que se mantiveram elevados.
Os avenses começaram a respirar melhor na partida, no entanto, a maior liberdade oferecida pelos visitados não se traduziu em oportunidades perigosas para os forasteiros. Óscar Perea e Thiago Galletto foram lançados na segunda parte, na tentativa de trazer novo sangue e novas nuances ao ataque do AFS, porém o insucesso na tomada de decisão no último terço continuou a fazer-se sentir.
O maior critério no controlo de esforços por parte dos encarnados não impediu a criação de lances perigosos na área da equipa que se deslocou à capital. Aos 67’, Sidny Cabral rodou sobre Leonardo Rivas e atirou ao poste. Na sequência do lance, o cabo-verdiano voltou a disparar na direção da baliza e o esférico esbarrou no braço do lateral adversário. O VAR analisou as imagens e considerou que não havia motivo para ser assinalada grande penalidade.
Antes do apito final, José Mourinho ainda deu tempo de jogo a Lukebakio, Ivanovic, Anísio Cabral e Diogo Prioste. As mexidas em nada alteraram as contas finais da partida e os encarnados garantiram o triunfo por 3-0 - praticamente construído na primeira parte - continuando assim sem perder no principal escalão do futebol português e mantendo a mesma distância pontual para o 2.º lugar: o Sporting.
Com este resultado, o Benfica permanece no 3.º lugar da tabela classificativa, enquanto o AFS se encontra na 18ª posição. O próximo duelo dos encarnados será diante do Real Madrid, na segunda mão do playoff da Champions League. Já o AFS vai medir forças com o Estrela da Amadora na 24ª jornada da I Liga.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Andreas Schjelderup (Benfica): o norueguês não assistiu nem marcou, mas acabou por ser o jogador que praticou melhor futebol. Muito ativo e criterioso… uma performance bastante madura do jovem extremo dos encarnados.
Alexander Bah (Benfica): mais de um ano depois, o dinamarquês regressa aos relvados e logo com um golo, naquela que foi a sua estreia sob a tutela de José Mourinho. Um jogo para mais tarde recordar.
Enzo Barrenechea (Benfica): o argentino regressou à titularidade e em grande estilo. O médio marcou o segundo tento da partida e apresentou bastante solidez no momento ofensivo e defensivo. Grande exibição.
O árbitro
Miguel Fonseca teve uma participação bastante discreta, porém competente. Existe apenas um lance na área do AFS que pode gerar diferentes interpretações.
Incidentes: O filme do jogo









