Benfica e Real Madrid voltaram a medir forças na Luz depois do duelo utópico de 28 de janeiro com os encarnados a saírem derrotados desta vez por 1-0, num jogo que se mostrou ser o exato oposto ao do último mês.
Veja Também
- Benfica sancionado pela UEFA com encerramento parcial de bancadas
- Luisão alvo de insultos: «Chamaram-me macaco, Judas e disseram-me para não pisar mais o Estádio»
- Alegado racismo de Prestianni: o que dizem os regulamentos? «Pode ser castigado dez jogos»
Impróprio para cardíacos
Uma noite de Liga dos Campeões já é por si só, naturalmente, um ponto de alta tensão de emoção. Esta noite, no Estádio da Luz, depois do duelo que havia colocado o Benfica no topo da Europa há três semanas, os adeptos queriam repetir o feito e fizeram da Luz um autêntico vulcão vibrante para receber o gigante espanhol.
Com direito a tifo e a um ruído típico de noites como esta, a equipa do Benfica entrou decidida a colocar novamente o Real Madrid em sentido e teve em Prestianni e Aursnes os primeiros protagonistas do ímpeto encarnado.

Frente a um Courtois atento e criterioso entre os postes, também Dedic e Tomás Araújo visaram a baliza merengue mas o guardião belga impediu toda e qualquer tentativa criada pelo conjunto encarnado no primeiro tempo.
Ainda assim, os maiores sustos da primeira parte foram mesmo provocados pelo conjunto visitante. Depois de ver o Benfica assumir o controlo num primeiro momento do jogo, o Real cresceu perto do fim da primeira parte e obrigou Trubin a exibir-se várias vezes num curto espaço de tempo.
Frente a Mbappé, e Arda Guler, aos 43, 44 e 45, o guarda-redes do Benfica agigantou-se três vezes consecutivas e impediu os merengues de chegar em vantagem ao intervalo.
Emoção a mais, futebol a menos
Da mesma forma que havia acabado o primeiro tempo, o Real Madrid começou a segunda parte a todo o gás e não tardou em concretizar aquilo que havia prometido minutos antes. Depois de várias tentativas merengues,Vinícius num momento de inspiração, e bem ao seu estilo, partiu da esquerda para o meio e bateu Trubin ao colocar a bola no canto superior direito com muita categoria. Uma bola indefensável desta vez para o ucraniano que colocava os adversários em vantagem no encontro.

Ainda assim, a segunda parte viria a ficar marcada pelo que aconteceu imediatamente após o golo do brasileiro. Na sequência dos festejos do extremo na bandeirola de canto encarnada, formou-se uma onda de protestos no estádio perante o brasileiro, que acabou com troca de palavras entre os jogadores dentro do relvado.
Aí, Vini Jr queixou-se ao árbitro de um insulto racista por parte de Prestianni e o juíz francês interrompeu o jogo, que assim se manteve durante cerca de 6 minutos com muitas emoções divididas entre as bancadas e o relvado.
No reatar, o jogo voltou de forma diferente. O Real Madrid, perante os assobios constantes, teve mais dificuldade em criar e visar a baliza de Trubin da mesma forma. O Benfica, por sua vez, também não conseguiu encontrar o seu melhor futebol e fazer aquilo que havia feito tanto no início do encontro como há três semanas atrás.
Com este resultado, o benfica segue em desvantagem para a segunda mão em Madrid, onde está obrigado a ganhar para passar aos oitavos de final da competição.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Anatoliy Trubin (Benfica): Ainda que de forma diferente, Trubin voltou a ser protagonista frente ao Real Madrid. Desta vez, pelo que é costume num guarda-redes. O ucraniano esteve muito forte entre os postes e ajudou a segurar o nulo num momento em que o benfica se encontrava sob forte pressão merengue. No lance do golo, nada havia a fazer para o impedir. É uma exibição muito positiva de Trubin.
Vinícius Júnior (Real Madrid): A figura do encontro, por diversas razões. Foi o elemento diferenciador ao marcar o golo que deu a vitória ao Real Madrid mas surge também no centro da polémica imediatamente depois, num episódio que vai motivar muito escrutínio e atenção.
Thibaut Courtois (Real Madrid): Tal como Trubin se mostrou decisivo para aparar os estragos num primeiro momento, também o guardião belga surgiu de forma decisiva para manter a baliza a zeros desta vez em lisboa perante um forte ímpeto ofensivo dos encarnados no ínicio da partida.
Gianluca Prestianni (Benfica): O grande interveniente dos encarnados no meio campo adversário. Da mesma forma que havia feito a 28 de janeiro, o argentino surgiu de forma aguerrida nas alas para tentar furar a defensiva merengue vezes e vezes sem conta. Contudo, após o incidente com Vinicius, o brilho de Prestianni perdeu-se e o jovem acabou por sair sem fazer a diferença da forma pretendida.
Andreas Schjelderup (Benfica): Crucial na primeira mão, pecou em criar e surgir da mesma forma no lado esquerdo do ataque encarnado. Desta vez frente a Trent Alexander-Arnold, o norueguês teve mais dificuldades em assumir-se como um elemento de perigo para a defensiva espanhola.
Incidentes: O filme do jogo











