O Benfica voltou a virar atenções para o campeonato depois da verdadeira utopia vivida durante a semana frente ao Real Madrid e deslocou-se a Tondela para enfrentar os beirões pela terceira vez na temporada. Longe da exibição conseguida frente aos merengues, a equipa de José Mourinho acabou mesmo por escorregar frente aos tondelenses e num verdadeiro recital de oportunidades que acabou com o nulo no final da partida, foi do céu ao inferno num espaço de quatro dias.

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Na gaveta mas nem tanto…
Na antevisão à partida, Mourinho havia dito que a equipa precisava de colocar o último encontro na «gaveta» e concentrar as atenções no jogo deste domingo.
No entanto, tal como acontecera na quarta-feira, o Benfica voltou a ter nos primeiros 45 minutos um período de grande intensidade e com múltiplas oportunidades de golo. Ainda assim, se na Luz o aproveitamento reduzido foi suficiente para levar a equipa em vantagem ao intervalo, em Tondela as sucessivas tentativas não bastaram para passar a muralha Bernardo Fontes na primeira parte.

Schjelderup, Prestianni e Pavlidis foram os mais atrevidos no lado encarnado mas foram insuficientes frente ao guardião dos Beirões que ia tendo uma noite memorável entre os postes. Do outro lado, a primeira parte ficou também marcada por uma grande ocasião que viu Jordi enviar uma bola ao poste depois de um excelente toque de calcanhar.
À procura de um milagre
A segunda parte manteve o mesmo guião, agora com ainda mais acentuação. O Benfica carregou, encostou o Tondela às cordas e transformou o jogo num ataque continuado. Prestianni voltou a estar perto do golo aos 54, 58 e 68 minutos, sempre negado por Bernardo Fontes, que parecia crescer a cada intervenção. Pavlidis respondeu aos 65, após um cruzamento perfeito de Sidny Cabral, mas voltou a falhar o alvo. Aursnes, já dentro da pequena área, também não conseguiu bater o guarda-redes aos 74.

Mourinho tentou mexer com o jogo: Rafa Silva, Bruma — de regresso quase sete meses depois — Sidny Cabral e Anísio Cabral entraram para dar novas soluções. A intenção foi clara, mas o efeito prático manteve-se o mesmo. O Benfica terminou o encontro com números esmagadores: 76% de posse de bola, 21 remates (oito à baliza), 13 cantos e um expected goals de 2.43. O Tondela, com apenas seis remates e um xG de 0.55, segurou o empate com organização, entrega e um guarda-redes absolutamente determinante, eleito o melhor em campo.
Com este resultado, o Benfica volta a escorregar na luta pelo título e pelo segundo lugar, estando agora a cinco pontos do rival Sporting, podendo acabar a jornada a 12 do FC Porto. Já o Tondela, soma um ponto precioso na luta pela manutenção.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Vangelis Pavlidis (Benfica): Uma noite apagada da principal referência ofensiva dos encarnados. Ele que já surgiu como herói para o Benfica em diversas ocasiões anteriormente, falhou em ser aquilo que a equipa mais precisava: o homem-golo.
Bernardo Fontes (CD Tondela): É uma exibição absolutamente histórica do gaurdião do Tondela. Anulou toda e qualquer tentativa do Benfica e assegurou o empate com todas as forças possíveis. Bernardo foi gigante entre os postes durante todos os 95 minutos.
Gianluca Prestianni (Benfica): Foi elemento mais irreverente do Benfica durante toda a partida mas ainda assim insuficiente perante a ineficácia conjunta da equipa. Tem evolúido muito o seu nível nos últimos jogos e procuar agora um golo para coroar esse desenvolvimento notório.
Andreas Schjelderup (Benfica): Ainda que tenha chamado bastante à atenção num primeiro momento, falhou em dar seguimento à exibição na Liga dos Campeões e acabou novamente substítuido depois de ser titular. O noruguês ainda não conseguiu alcançar o estatuto pretendido a nível interno.
O árbitro
A exibição de Luís Godinho fica marcada pela boa análise no lance de pénalti que foi revertido, no entanto, peca por acabar o jogo em cima dos 5 minutos de compensação depois de existirem paragens durante o mesmo período.
Incidentes: O filme do jogo













