Uma partida emocionante, que terminou empatada a 35 golos. Portugal e Noruega não foram além da igualdade, deixando em risco uma eventual presença de ambas no encontro de quinto/sexto lugar do EHF Euro 2026, ficando agora dependentes dos resultados desta segunda-feira. Quanto ao duelo em si, foi aguerrido do primeiro ao último minuto, com nenhuma das equipas a conseguir sair a sorrir.
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Os primeiros minutos foram absolutamente frenéticos, fruto do ritmo elevado imposto por ambas as seleções. Os nórdicos entraram ligeiramente melhor, apoiados numa eficácia ofensiva assinalável - Patrick Anderson apontou oito tentos na primeira parte -, que permitiu construir pequenas vantagens com o passar do tempo. Ainda assim, os Heróis do Mar procuraram responder e equilibrar o encontro à medida que a ação se desenrolava.

Golo cá, golo lá: nenhuma das equipas conseguiu destacar-se de forma clara no marcador, com os minutos finais da primeira parte a ficarem sublinhados por tentativas nesse sentido. Ainda assim, eficácia não foi a nota dominante, o que levou a um resultado de 17-18 ao intervalo. Pouco antes do apito para o descanso, sublinhe-se, Portugal chegou... a ter oito jogadores em campo, acabando penalizado por essa irregularidade, com Victor Iturriza a receber uma exclusão de dois minutos.
Insuficiente para algo mais
A partida recomeçou com a mesma toada, com ambas as turmas a implementarem um ritmo elevado. No entanto, tal como na primeira parte, nenhuma conseguiu ganhar vantagem suficiente para se colocar numa posição verdadeiramente confortável, remetendo a decisão para os instantes finais.
Antes disso, Portugal foi superior ao seu adversário e beneficiou da entrada de Francisco Costa, lançado aos 43 minutos, para criar dificuldades à formação nórdica. A Noruega chegou a estar em desvantagem durante vários minutos, porém, manteve sempre a crença numa possível reviravolta em Herning.
Ainda assim, as duas seleções esbarraram em exibições de grande nível entre os postes: Diogo Valério (grande jogo!) e Torbjorn Bergerud travaram várias investidas de parte a parte. Já nos minutos finais, os Heróis do Mar dispuseram de um ataque, mas falharam o remate, enquanto a Noruega também desperdiçou a oportunidade de que dispôs. O resultado final fixou-se nos 35-35, cenário que não agradou a nenhum dos conjuntos.
Em termos individuais, Luís Frade esteve em clara evidência, com onze remates certeiros, o melhor registo de todo o encontro. Do lado norueguês, August Pedersen e Patrick Anderson destacaram-se, ao apontarem dez e nove golos, respetivamente, números que se revelaram insuficientes para alcançar algo mais nesta tarde.


