Um jogo de vários estilos musicais, mas com o vira do Minho a sobepor-se no final. O SC Braga venceu o Nottingham Forest (1-0) em mais uma grande noite europeia nesta fase de liga e está muito bem encaminhado para se qualificar para os oitavos de final da Liga Europa.
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Yates - na própria baliza - fez o único golo de uma partida com duas partes bem distintas. A primeira foi de paciência, a segunda frenética.
Contra a equipa da cidade de Robin Hood, o SC Braga voltou a aplicar a fórmula que tem feito durante toda a temporada: tira pontos aos mais fortes, "oferece-os" aos mais fracos.
O que é certo é que, na Europa, os arsenalistas estão muito bem lançados.
Um jazz sempre ao mesmo ritmo
O primeiro tempo na Pedreira foi de música jazz: calmo, sem incidências e desprovido de incidentes. Um jogo de paciência, com ambos os lados mais preocupados em não errar do que propriamente em ferir o adversário. O estilo foi música para os ouvidos das duas equipas, já que pareceram não estar muito incomodadas com o nulo ao intervalo.

A jogar em casa, os bracarenses foram quem quis ficar com a posse de bola a partir do início do jogo. O SC Braga conseguiu chegar ao meio-campo ofensivo algumas vezes, mas não teve destreza para entrar na área e fazer mossa nos ingleses.
O Nottingham Forest não assumiu o jogo desde cedo e preparou-se mais para sair em transição do que para atacar organizado. Porém, até no momento de passar para o momento ofensivo a equipa da terra de sua majestade teve dificuldades em acertar com o passe.
Registaram-se dois remates de maior relevo, um para cada lado. Gibbs-White obrigou Hornicek a intervir na sequência de um livre direto e Gabri Martínez cabeceou ao lado, em boa posição para fazer golo.
Rock n´roll dos bons
Ora, se o primeiro tempo se pode assemelhar a um jazz para descomprimir, o segundo começou com um rock n´roll dos bons. A banda sonora do primeiro quarto de hora de segunda parte poderia perfeitamente ser a Thunderstruck, renomada música dos AC/DC.

Passando das metáforas aos factos concretos: a metade complementar começou com Ricardo Horta a falhar uma grande oportunidade de golo, passou para um penálti de Gabri Martínez, que Hornicek defendeu a Gibbs-White, e para um autogolo de Ryan Yates que deu vantagem aos Gverreiros. Tudo isto nos primeiros dez minutos!
Vantagem bracarense, um jogo com mais interesse. O relógio foi andando, os tricky trees atiraram uma bola ao ferro por Ola Aina e Pau Victor fez o mesmo na outra baliza. Nos entretantos, os cerca de cinco mil ingleses presentes na Pedreira iam desesperando com o estilo de jogo mais apoiado e pouco intenso da turma de Sean Dyche - antagónico aquele associado às equipas britânicas.
Os ingleses foram perdendo o discernimento à medida que o relógio foi andando e Eliott Anderson acabou expulso por palavras já em período de compensação.
No fim, sobrepôs-se o Vira do Minho e o SC Braga tem um pé nos oitavos de final da Liga Europa.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Lukas Hornicek (SC Braga): O melhor em campo. Fez três grandes defesas e ainda travou uma grande penalidade a Gibb-White. Vai-se continuando a confirmar como um guardião com potencial para chegar ao topo.
Morgan Gibbs-White (Nottingham Forest): É um craque, isso ninguém duvida, mas teve noite para esquecer. Falhou um penálti, grandes oportunidades e não conseguiu ser assertivo no capítulo da decisão.
Incidentes: O filme do jogo










