«Estamos com tudo, motivados para dar caça às duas equipas que estão à nossa frente»
Foi com esta frase que José Mourinho lançou, na antevisão ao duelo frente ao Rio Ave, o mote para o que resta jogar ao Benfica esta temporada e as águias fizeram jus à premissa nos Arcos. O emblema encarnado estreou-se na segunda volta da I Liga com uma vitória tranquila (0-2) frente aos rioavistas, regressando aos triunfos após dois desaires consecutivos.
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À entrada para este encontro, o técnico dos encarnados decidiu mexer em três peças, relativamente ao exigente encontro diante do FC Porto: Sidny Cabral, António Silva e Richard Ríos deram lugar no onze inicial a Schjelderup, Otamendi e Sudakov. No lado oposto, Sotiris Sylaidopoulos trocou Vrousai (doente) por Nikos Athanasiou no flanco esquerdo.
Viagem à deriva de uma caravela sem capitão
Domínio total do Benfica: esta é a frase que melhor define o primeiro tempo do encontro entre os lisboetas e o Rio Ave em Vila do Conde. As águias dominaram desde cedo, temporizando o ritmo do jogo e protagonizaram perto da totalidade das jogadas de perigo, frente a uma caravela sem uma das suas principais armas: o capitão Marious Vrousai (ausente por doença).
Além disso, o conjunto visitado demonstrou alguma intranquilidade desde o apito inicial, com vários jogadores a demonstrarem quer displicência, quer nervosismo. Clayton e André Luiz - ainda que estivesse alguns furos abaixo do habitual - foram a exceção à regra. Os pupilos de Mourinho aproveitaram esta realidade e carregaram desde início, em busca da superioridade no marcador.
Pavlidis e Dedic ameaçaram ainda antes dos 15 minutos, com duas oportunidades que levaram bastante perigo à baliza defendida por Cezary Miszta, mas que foram intercetadas por elementos da linha defensiva da casa. O golo surgiu, assim, à passagem do minuto 16, quando Sudakov encontrou Barreiro na zona do segundo poste e o médio cabeceou sem espinhas para o fundo das redes.
A superioridade encarnada manteve-se durante todo o primeiro tempo e a vantagem encarnada foi ampliada pouco depois: aos 25 minutos, Dedic arrancou pela direita e lançou um cruzamento rasteiro para o interior da área, forçando Andreas Ntoi a um corte disparatado - diretamente para o interior da própria baliza. Infelicidade para o camisola '5' dos vilacondenses, que partiram em desvantagem e com mais dúvidas do que certezas para os balneários.
Modo gestão levantou preocupações
O segundo tempo trouxe uma narrativa algo distinta. Isto porque o Benfica entrou em modo de gestão, recuando alguns metros no terreno - especialmente no momento da pressão -, permitindo que o Rio Ave crescesse ligeiramente no encontro. Ficou a ideia de que, se algum dos remates que pautaram os instantes iniciais entrasse, o desfecho do jogo poderia ter sido diferente.
Tal, porém, não aconteceu, mas esteve próximo. Isto porque Clayton tomou o gosto ao pé e reduziu para os homens da casa, aos 69 minutos, mas o lance foi invalidado devido à posição irregular do avançado brasileiro - estava sete centímetros adiantado, para ser mais preciso.
Daí em diante, o Rio Ave foi criando perigo a espaços, aproveitando o espaço conferido pelo Benfica, ao passo que as águias resguardaram-se no terreno, em busca de segurar a vantagem, e ameaçaram em terrenos avançados apenas em algumas ocasiões - na maioria das vezes de forma assertiva, porém.
Assim sendo, o conjunto da caravela foi incapaz de encontrar o caminho para os golos e o Rio Ave somou, assim, o sétimo desaire da temporada. No sentido inverso, o Benfica voltou a triunfar, dois jogos depois, e pode encurtar distâncias para o líder FC Porto - que só joga este domingo, no reduto do Vitória SC.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Georgiy Sudakov (Benfica): nomeado melhor em campo para o zerozero, o '10' das águias ocupou com clareza a posição atrás de Pavlidis e foi um dos elementos mais esclarecidos dentro das quatro linhas. Além de desbloquear o jogo com passes com conta, peso e medida, Sudakov foi assertivo e pragmático, principalmente durante o primeiro tempo.
O árbitro
Se não existisse o VAR, Cláudio Pereira poderia muito bem ter aberto um precedente ao assinalar grande penalidade a favor do Benfica, aos 21 minutos, quando Nikos caiu no interior da área e desviou a bola com a mão em pleno movimento de queda - decisão prontamente revertida pelo VAR. Ainda que não tenha precisado de ajuizar lances capitais, o árbitro do encontro teve apito leve em grande parte dos lances, o que levou a algumas quebras no ritmo de jogo.
Incidentes: O filme do jogo








