Depois de uma despedida amarga de 2025 com o empate em Braga, o Benfica entrou em 2026 com o pé direito ao vencer o Estoril por 3-1 no Estádio da Luz e voltou a encurtar distâncias para o rival Sporting que empatou em Barcelos na última noite. Pavlidis foi a figura da noite ao apontar um hat-trick.
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Revéillon? De quem?
Na conferência de imprensa de antevisão à partida, José Mourinho havia dito que não ligava à passagem de ano e que, por isso, a mudança de 31 de Dezembro de 2025 para 1 de janeiro de 2026 lhe havia sido completamente semelhante à mudança de qualquer outro mês do ano. Pois bem, se essa foi a mentalidade incutida pelo técnico do Benfica tal não pareceu. Isto porque os encarnados entraram no novo ano com uma força diferente do habitual e tiveram na primeira parte um período de grande intensidade que acabou mesmo por dar frutos. Como se algum chip tivesse mudado efetivamente.
Depois de várias tentativas e múltiplas aproximações com perigo à baliza canarinha, a equipa do Benfica viu a sua pressão ofensiva ser premiada com uma grande penalidade, assinalada depois de Alejandro Marqués cortar uma bola com o braço na sequência de um pontapé de canto encarnado. Na cobrança da penalidade máxima, Pavlidis não tremeu e abriu a contagem do ano das águias aos 33 minutos da partida.
O avançado grego, que havia tido em 2025 um dos seus melhores anos, não quis começar este de forma diferente e voltou a deliciar os adeptos da casa menos de dez minutos depois. A passe de Leandro barreiro, Pavlidis desmarcou-se nas costas da defensiva canarinha e com toda a classe do mundo fez a bola sobrevoar Joel Robles até chegar ao fundo das redes novamente. Mais um momento de pura inspiração do nº14 dos encarnados que voltou assim a estabelecer-se como o melhor marcador do campeonato, com 16 golos em 17 jornadas.
Ainda assim, a primeira parte não foi apenas marcada pela intensidade encarnada. O Estoril, que já no início do encontro havia avisado a baliza de Trubin em várias ocasiões, conseguiu mesmo chegar ao golo ainda antes do descanso. Numa altura em que a Luz ainda festejava o segundo, Rafik Guitane arrancou pelo lado direito do ataque e ofereceu a João Carvalho que, no coração da grande área, rematou colocado e reduziu a desvantagem na Luz. O antigo jogador dos encarnados a marcar assim à antiga equipa.
Uma energia diferente
A segunda parte foi pautada a um ritmo diferente. Depois de uns primeiros 45 minutos de grande intensidade as duas equipas vieram dos balneários mais calculosas e a criar menos riscos.
Os treinadores de ambas as equipas viram-se obrigados a mexer para aumentar novamente o ritmo e acabou por ser José Mourinho a sorrir depois das alterações efetuadas. O técnico lançou Sidny Cabral no jogo e o novo reforço das águias deixou logo a sua marca no encontro.
Aos 80 minutos, o cabo-verdiano arrancou pelo corredor esquerdo e colocou a bola na grande área onde viu Pavlidis encostar para o terceiro do Benfica na partida e para o terceiro na sua conta pessoal. Um início de ano perfeito para o grego que chegou aos 17 golos nas primeiras 17 jornadas do campeonato.
Com este resultado, o Benfica entra assim da melhor forma no ano de 2026 e no mês de janeiro, onde ainda vai disputar mais seis jogos. Agora seguem-se SC Braga e FC Porto para Taça da Liga e Taça de Portugal, respetivamente. Os encarnados somam agora 39 pontos no 3º lugar da Liga Portugal Betclic. O Estoril, por outro lado, encerrou a série positiva que trazia do último ano e perdeu os primeiros pontos de 2026 na deslocação à Luz, fechando assim a primeira volta do campeonato na nona posição com 20 pontos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Vangelis Pavlidis (Benfica): Quem mais, não é? Já não há palavras que possam descrever de forma diferente o nível em que o grego se encontra atualmente no Benfica. São 17 golos em 17 jornadas para fechar a primeira volta do campeonato de forma perfeita.
Sidny Cabral (Benfica): Chegar, ver e vencer. Estreia fortíssima de Cabral Lopes de águia ao peito depois de uns meros dias de treino com a equipa. É um jogador explosivo e com características verdadeiramente diferentes daquelas que o plantel do Benfica possuía, sendo por isso uma adição muito boa ao conjunto encarnado. Em apenas alguns minutos de jogo foi capaz de mostrar para o que vem e vai merecer por isso cada vez mais atenção por parte do treinador e dos adeptos do Benfica.
Gianluca Prestianni (Benfica): Mais uma noite em que o argentino se apresentou como o principal motor ofensivo da equipa, principalmente na primeira parte. O jovem não marcou nem assistiu mas foi aquele que transportou a equipa para a frente sempre que precsisava. Aos poucos, Prestianni vai-se estabelecendo como um dos jogadores mais fundamentais da equipa.
Rafik Guitane (Estoril Praia): Se de um lado houve primeiro Prestianni e depois Sidny Cabral, do outro houve Rafik Guitane. O extremo canarinho foi o elemento mais irreverente da equipa de Ian Cathro e acabou por ser essencial para as transições rápidas do Estoril na Luz. É também ele que cria o lance do golo de João Carvalho. Uma constante dor de cabeça para os defesas do benfica ao longo do jogo.
Incidentes: O filme do jogo





