Um dia depois do aniversário de Jorge Nuno Pinto da Costa (e da inauguração do seu memorial), o FC Porto honrou os pergaminhos do seu antigo presidente e voltou a triunfar na temporada 2025/2026. Esta segunda-feira, os dragões somaram mais uma vitória, ao derrotarem o AFS por 2-0, e ampliaram para dez pontos a vantagem sobre o Benfica, atual terceiro classificado.
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Relativamente ao último encontro, Farioli mudou três peças, uma vez que Alberto Costa, Alan Varela e Borja Sainz deram lugar a Jan Bednarek, Francisco Moura e William Gomes. Do outro lado, João Henriques apostou em Aderllan Santos, Carlos Ponck e Leonardo Rivas para substituir Rúben Semedo, Paulo Vitor e Kiki Afonso.
Faltou inspiração
Os dragões não tardaram a impor a sua superioridade dentro das quatro linhas. Os minutos iniciais foram de domínio absoluto da equipa da casa, que procurou desde cedo desmontar uma muralha defensiva composta por cinco defesas, quatro médios e um avançado (5-4-1). Tomané assumiu o papel de elemento mais adiantado no setor ofensivo, orientando a primeira linha de pressão sobre a defesa portista.

De resto, não há muito mais a acrescentar sobre um primeiro tempo jogado praticamente num só sentido. Apesar de todo o ascendente, os azuis e brancos sentiram muitas dificuldades em encontrar espaços perante uma defesa bem organizada, que raramente concedeu facilidades. Rodrigo Mora, Pepê, William Gomes, Froholdt e Samu tentaram a sua sorte, mas nenhuma das investidas resultou no desfecho pretendido.
Já perto do intervalo, Kiwior ainda apareceu ao segundo poste para corresponder a um cruzamento de Rodrigo Mora, mas o lance não terminou em golo. Algumas queixas dirigidas à arbitragem e muitos assobios a Bruno Pires Costa marcaram o final da primeira parte, num Estádio do Dragão que contou com bastantes adeptos.
Chamem o Samu!
A segunda parte arrancou com duas grandes novidades: Cláudio Ramos surgiu entre os postes, rendendo Diogo Costa, e Samu voltou a fazer o que melhor sabe… marcar. O avançado espanhol trabalhou bem sobre Aderllan Santos, rodou sobre o adversário e finalizou com sucesso para o 1-0, provocando uma explosão de alegria na Invicta, após uma primeira metade marcada por algumas dificuldades.
Apesar do golo inaugural, o rumo da partida manteve-se inalterado, com o FC Porto a assumir as rédeas do jogo. O cenário ganhou novos contornos aos 63 minutos, quando Samu converteu com frieza uma grande penalidade conquistada por Gabri Veiga, derrubado por Ponck dentro da área. O 2-0 trouxe mais um suspiro de alívio às bancadas, com a plateia portista cada vez mais satisfeita com o que via em campo.
Farioli promoveu algumas alterações e a vitória nunca esteve em causa (2-0). O conjunto da Invicta vai entrar em 2026 com a moral em alta, após uma exibição convincente perante o último classificado. Quem consegue parar esta equipa que ainda não soma qualquer derrota na Liga Portugal Betclic?
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Samu (FC Porto): marcou mais dois golos e demonstrou o porquê de ser um dos jogadores em melhor forma na Liga Portugal Betclic. Encontra-se cada vez mais confiante com a bola nos pés e ajuda a equipa em distintos momentos.
Pablo Rosario (FC Porto): não começou a temporada como titular, mas vai, aos poucos, ganhando cada vez mais a confiança de Francesco Farioli, que voltou a apostar na sua titularidade. Começou o jogo como médio e terminou como central: faz tudo bem!
Pedro Lima (AFS): teve uma tarefa complicada pela frente, porém, demonstrou rasgos de qualidade quando existiu espaço. Foi dos jogadores mais inconformados de uma equipa que raramente demonstrou tranquilidade com a bola nos pés.
O árbitro
Bruno Pires Costa somou alguns erros na arbitragem deste encontro. Ficam dois amarelos claros por mostrar na reta final da primeira parte (a Ponck e Diogo Spencer), além de algumas faltas mal assinaladas. Por outro lado, não parecem existir grandes dúvidas relativamente ao penálti sobre Gabri Veiga.
Incidentes: O filme do jogo





