Num dia que ficou marcado por uma greve geral que afetou diversas zonas do país, o FC Porto evitou atuar com serviços mínimos e apresentou-se no trabalho com uma postura convincente, registando uma confortável vitória (2-1) frente ao Malmö. Os azuis e brancos dominaram e não deram hipóteses à turma sueca, que continua no fundo da tabela da Liga Europa.
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Enquanto o emblema que milita no Allsvenskan apostou num sistema híbrido - 4x3x3 na fase ofensiva, 4x4x2 no momento defensivo -, o conjunto portuense manteve-se fiel à filosofia doutrinada por Francesco Farioli - construção curta e ponderada, utilizando sempre o médio defensivo (Pablo Rosario rendeu Alan Varela nessa posição esta quinta-feira) como ponto de referência para atrair a pressão e fugir pelos flancos.
É o Samu, é, é o Samu...
Face à necessidade de «disparar a última bala», tal como mencionado pelo treinador italiano dos azuis e brancos, o Malmo não veio para estacionar o autocarro e apresentou-se na casa do FC Porto com uma postura aguerrida. Essa característica foi, porém, penalizadora em certos momentos, face à largura conferida aos visitados em instantes cruciais da partida.
Ainda assim, o FC Porto conseguiu dominar desde cedo, controlando o ritmo de jogo e evitando grandes percalços. Alguns erros na fase inicial - Jakub Kiwior entregou o ouro ao bandido, mas redimiu-se prontamente dando o peito às balas - assustaram os adeptos presentes no Dragão, mas a turma da Invicta soube parar, respirar, reagrupar e evitar deslizes em zona proibida.

Os azuis e brancos foram crescendo no duelo e não tardaram a causar estragos. Aos 30 minutos, Rodrigo Mora - um dos mais esclarecidos no primeiro tempo - temporizou o esférico e lançou para o interior da área, onde apareceu Samu a finalizar de cabeça. Farioli e os seus pupilos podiam respirar de alívio.
A vantagem parecia magra face ao trabalho produzido pela formação lusa, mas Samu fez questão de resolver essa pequena questão. Cinco minutos volvidos, o avançado espanhol aproveitou um amorti de Borja Sainz, colocou a mira na baliza defendida por Robin Olsen e bisou sem dificuldades. Os adversários eram nórdicos, mas foi o FC Porto quem demonstrou frieza na finalização.
Resguardar a vantagem e os três pontos na bagagem
O segundo tempo trouxe uma narrativa distinta. Já com o jogo do Estrela da Amadora na mente, os dragões baixaram o ritmo, procurando resguardar a vantagem obtida na primeira parte, e foram eficazes nessa missão.
Além disso, os suecos tiveram muitas dificuldades em reentrar no duelo e praticamente não pisaram os terrenos mais avançados, pelo que Diogo Costa foi um mero espetador da tranquilidade portuense.

Rodrigo Mora - melhor em campo para o zerozero - e Samu foram substituídos ainda antes da meia hora de jogo e os restantes minutos foram escassos no que ao número de oportunidades diz respeito. O FC Porto continuou a pautar o ritmo de jogo, com tranquilidade, e evitando possíveis surpresas.
Já para lá do minuto 90, Francisco Moura introduziu o esférico na própria baliza, mas o juiz apitou prontamente para o final do encontro. Os dragões levaram a disputa de vencida e somaram mais três pontos na caminhada europeia, sendo que a passagem aos oitavos, via top-8, está cada vez mais perto de se tornar realidade!
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Rodrigo Mora (FC Porto): cada toque no esférico leva o espetador comum a acreditar que o valor que pagou pelo bilhete já compensou. O camisola '86' dos dragões é poesia pura, um diamante digno de destaque e que brilha mais a cada titularidade que soma. Esteve em todo o lado, principalmente no primeiro tempo, e esteve também envolvido diretamente nos dois golos do FC Porto.
Samu (FC Porto): mais ou menos técnico, Samu é, sobretudo, um ponta de lança que dá garantias ao conjunto azul e branco. Apareceu no sítio certo, no momento certo, por várias ocasiões, sendo que duas das mesmas resultaram em golo para o FC Porto. É letal, não há dúvidas.
O árbitro
Rohit Saggi protagonizou uma exibição tranquila, esta quinta-feira, na medida em que não precisou de ajuizar lances capitais. O juiz manteve o critério durante todo o encontro e apitou de forma discreta - uma postura que apenas beneficia o espetáculo futebolístico.
Incidentes: O filme do jogo









