O sonho está vivo! Depois de quatro derrotas nas quatro primeiras jornadas desta UEFA Champions League, o Benfica alcançou agora o segundo triunfo consecutivo e já começa a avaliar cenários que há bem pouco tempo seriam impensáveis, como, por exemplo, a passagem à próxima fase.
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A vitória desta quarta-feira foi frente ao Napoli, num jogo em que a águia voou mais alto do que os campeões italianos e colocou-se a apenas um ponto deles numa tabela que ainda irá mexer muito nos dois jogos que ainda faltam. Richard Ríos e Leandro Barreiro fizeram os golos de uma vitória justa na Luz.
Tranquilidade e boas escolhas
As surpresas começaram cerca de uma hora antes do jogo, com José Mourinho a promover a entrada de Ivanovic no onze à custa de Pavlidis. Uma «decisão estratégica» que funcionou bem, mas que podia ter dado ainda melhor resultado já que o primeiro lance flagrante do jogo foi um enorme desperdício do ponta de lança croata no um para um com Milinkovic-Savic.
Fredrik Aursnes ficou frustrado com essa jogada, pois tinha isolado o colega com um belo passe de calcanhar, mas acabou por sofrer do mesmo mal, atirando ao lado num lance em que o guarda-redes adversário ofereceu o ouro à águia. O duplo desperdício já gerava uma reação negativa nas bancadas, mas o 1-0 acabou por trazer alívio. Marcou Richard Ríos, com um toque ligeiro na sequência de um cruzamento.

O Napoli tentou reagir e chegou a subir no terreno com um par de conduções de David Neres - de regresso à Luz - e uma finalização perigosa do capitão Di Lorenzo, mas de resto teve muitas dificuldades para ultrapassar a organização defensiva do Benfica, que pareceu tranquilo e com condições para manter a vantagem.
A segunda parte começou com um lance que redobrou a tranquilidade dos da casa, mas só depois de uns instantes de euforia. Num lance de transição, Ivanovic deu a bola a Ríos que juntou uma assistência ao seu golo, com um passe que Leandro Barreiro, de calcanhar, transformou no 2-0.
Daí para a frente houve menos acontecimentos, tal como Benfica quis. O Napoli de Conte, privado de De Bruyne, Lukaku e outros habituais titulares, não conseguiu criar o suficiente para colocar a vantagem portuguesa em causa e acabou por cair. O fim do jogo ainda deu tempo para as estreias de Tiago Freitas e José Neto, jovens formados no Seixal.
Uma visita à Juventus e uma receção ao Real Madrid é o que resta no calendário. Não será fácil alcançar um lugar dentro do top-24, mas, diga-se, já pareceu bem mais difícil.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Richard Ríos (Benfica): Se no dérbi frente ao Sporting fez o seu melhor jogo com a camisola do Benfica, então voltou a subir o nível. O médio internacional pela Colômbia aliou a sua postura interventiva no meio-campo à decisão no último terço, com um golo e uma assistência.
Nicolás Otamendi (Benfica): Foi um bom trabalho da equipa técnica na preparação para este jogo e isso é o que melhor explica a falta de oportunidades do Napoli, mas também é de louvar a exibição de Otamendi, que continua a mostrar personalidade e qualidade nos jogos grandes.
Leandro Barreiro (Benfica): Não é o favorito dos adeptos mais românticos na sua visão do que deveria ser um futebolista de equipa grande, mas é, evidentemente, um bom jogador e contribui quase sempre que é chamado. Bom golo e, acima disso, bom jogo do luxemburguês.
Giovanni Di Lorenzo (Napoli): O capitão napolitano tem sido inconsistente nesta Liga dos Campeões e desta vez voltou a ser destaque pela negativa. Defensivamente foi batido e ofensivamente foi superado por um Dahl que ainda tinha a preocupação de Neres. Também desperdiçou a maior ocasião da sua equipa.
Incidentes: O filme do jogo





