Pedro Proença anunciou oficialmente, esta quinta-feira, o final da sua carreira de árbitro, invocando razões pessoais e profissionais.
FC Porto, Sporting e Benfica marcaram presença
Em conferência de imprensa na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em Lisboa, Proença salientou que foi uma decisão «ponderada e tomada em consciência», destacando o «desgaste» provocado pela carreira e por ter conseguido «cumprir os objetivos» que queria.
Proença, que foi considerado o árbitro do século da FPF, disse que sai «com orgulho da arbitragem» deixando «uma herança de peso para as próximas gerações», assumindo ter sido «um privilegiado» pela carreira que teve e pelas possibilidades que lhe foram dadas.
O agora ex-árbitro de Lisboa, de 44 anos, disse ainda que deixa uma imagem de «profissionalismo, competência e rigor» em todos os agentes desportivos, não escondendo que teve «erros» mas sempre com um «espírito de superação». «Somos sempre pessoas insatisfeitas. Sinto-me um homem e um árbitro realizado. Fiz tudo o que queria fazer», disse em resposta a uma questão de um jornalista, dizendo depois que pode voltar à arbitragem. «Foi um momento muito ponderado. Há mais de seis meses que sabia que isto ia acontecer. Sou gestor de profissão e administrador. Vou para a docência académica. Estarei sempre, sempre disponível para contribuir em prol da arbitragem e do futebol português», disse na sede da FPF, comentando depois a presença de várias personalidades ligadas aos clubes de futebol.
«Ao longo da minha carreira consegui angariar respeito pela minha conduta. Apesar dos erros, as pessoas sabem que sempre fui muito correto», destacou o árbitro que contou com a presença de Bruno de Carvalho (Sporting), Luís Filipe Vieira (Benfica), Luís Duque (presidente da Liga) e Antero Henrique (Administrador do FC Porto), entre muitos outros numa sala cheia para este "adeus", dando ainda uma palavra para o atual Conselho de Arbitragem da FPF.
«Estou a sair a bem com toda a gente. Gostaria de deixar uma palavra de elogio ao Conselho de Arbitragem que tudo tem feito em prol da arbitragem», finalizou, oferecendo depois uma camisola de árbitro ao presidente da FPF, Fernando Gomes.



