Tudo apontava para uma terça-feira de festa - ou pelo menos, de sorrisos -, mas o golo tardio da Hungria acabou por rasgar os ânimos a Portugal, que não conseguiu assegurar o apuramento para o Campeonato do Mundo.
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Nada está perdido, saliente-se. Ainda falta disputar um terço deste grupo de qualificação e a seleção nacional tem tudo para alcançar o seu objetivo já no próximo mês. Isso é, contudo, pouco mais que uma atenuante no sentimento de frustração de uma nação que esteve a dois minutos de ser a primeira equipa europeia a garantir a participação na fase final.

E é também claro que o sofrimento começou bem antes dos 90+1. Depois das dificuldades de sábado (1-0), a equipa de Roberto Martínez voltou a tremer um pouco e chegou a estar em desvantagem, depois de Attila Szalai ter aberto o marcador aos oito minutos através de uma bola parada bem trabalhada por Szoboszlai e mal abordada por Diogo Costa. Um mau início, sem dúvida.
Mas a desvantagem não travou Portugal, que aproveitou o fator casa e ostentou a qualidade das suas peças para conseguir assinar a reviravolta ainda no primeiro tempo. Duas assistências de laterais (Nélson Semedo e Nuno Mendes) e dois encostos do capitão Cristiano Ronaldo a dar o mote para a festa, enquanto os magiares, à exceção de alguns pedidos de grande penalidade por mão de Renato Veiga, raramente tornaram a criar perigo.
Foi só no minuto 72 que os portugueses voltaram a tremer, quando o central Szallai viu a trave tirar-lhe o bis, mas esse lance surgiu depois de um namoro luso com o ferro, uma vez que, minutos antes, Rúben Dias e Bruno Fernandes acertaram ambos no mesmo poste, com remates de longa distância.
Houve mais um par de situações de golo para a seleção portuguesa, que encarava o jogo com alguma tranquilidade. Foi também por isso que o golo de Dominik Szoboszlai, no primeiro minuto de descontos, doeu um pouco mais. Pareceu desnecessário, mas essa palavra só faz sentido a partir de um ponto de vista muito nosso. Para os húngaros terá sido mágico.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Dominik Szoboszlai (Hungria): O médio do Liverpool, capitão húngaro, fez o que tinha de fazer pelo sonho da sua nação. Portugal estava mais do que avisado para as qualidades deste jogador, mas isso não o impediu de registar uma boa assistência e um golo importante para frustrar os da casa.
Nuno Mendes (Portugal): Por esta altura será difícil encontrar alguém que não considere Nuno Mendes o melhor lateral esquerdo do mundo. Decidir qual o segundo nome na lista já daria uma boa conversa de café, mas é, no grande esquema das coisas, irrelevante. O craque do PSG está mais perto do nível dos melhores de sempre da sua posição do que do segundo melhor da atualidade.
Cristiano Ronaldo (Portugal): Mais um dia no escritório para o capitão. Se a idade lhe tem tirado armas, então o posicionamento e uma das que dificilmente perderá, o que lhe permite continuar a somar noites como esta. Mérito também para as duas finalizações que construíram este bis e a vitória portuguesa, mas o comportamento de poacher foi, esta terça-feira, decisivo.
Incidentes: O filme do jogo








