Ponto final no sonho do Santa Clara. Depois da derrota em solo luso, os pupilos de Vasco Matos não foram além de um empate a zeros no terreno do Shamrock Rovers. Chega, assim, ao fim a caminhada dos bravos açorianos na Conference League.
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O duelo começou equilibrado, com o Shamrock Rovers a tentar impor o seu ritmo, porém, sem conseguir obter efetividade nas suas ações. Rory Gaffney mostrou-se ativo no ataque, criando alguns problemas para a defesa açoriana, enquanto Serginho, no canto luso, destacava-se no miolo, gerindo os ritmos do jogo. A escassez de intensidade levou a que o primeiro tempo fechasse sem alterações no marcador, destacando-se, apenas, uma tentativa (demasiado certeira) de Matt Healy. A barra impediu os festejos do camisola '17'.
No segundo tempo, o conjunto da casa entrou decidido a resolver a eliminatória, através de uma pressão mais acentuada. Na sequência de bolas paradas - uma das principais armas dos hoops - a baliza à guarda de Gabriel Batista foi bastantes vezes ameaçada. No entanto, os cabeceamentos do capitão Roberto Lopes [entrevistado pelo zerozero] não saíram com a pontaria necessária. Os visitantes mostraram-se menos incisivos e só demonstraram alguns sinais de vida na reta final da partida, após a entrada de Gabriel Silva.
O atleta de 23 anos agitou o compromisso, não tendo medo de ir para cima dos marcadores diretos. Aos 78', o avançado, solto de marcação, tinha tudo para abrir a contagem. No entanto, o golpe de cabeça passou ligeiramente ao lado do alvo protegido por Ed McGinty. O guardião protagonizou uma exibição bastante segura, evitando eficazmente as incursões contrárias até ao apito final. Este 0-0 teve um sabor doce para o Shamrock Rovers, já para o Santa Clara o sabor foi bem amargo.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Wendel Silva (Santa Clara): exibição verdadeiramente desinspirada do ponta de lança, que não conseguiu aparecer na partida da forma que certamente pretendia. Apesar de algumas boas combinações, o ex-FC Porto não teve a capacidade para se desmarcar nas costas da defensiva contrária.
Serginho (Santa Clara): o jogador mais lúcido no lado dos visitantes. O jogador de 25 anos esteve sempre bastante ligado no encontro, com a bola a passar muitas vezes nos seus pés durante a construção insular. É, sem dúvida, um elemento essencial no esquema de Vasco Matos.
Roberto Lopes (Shamrock Rovers): o experiente central comandou a sua equipa para um resultado favorável, sem golos sofridos. O defesa cabo-verdiano secou as incursões adversárias, com desarmes muito bem medidos. A sua capacidade no jogo aéreo também é assinalável, tanto no capítulo defensivo como nas bolas paradas ofensivas. Excelente amostra.
O Árbitro
A equipa de arbitragem liderada por Matej Jug protagonizou uma exibição bastante satisfatória. O juiz esloveno foi obrigado a distribuir vários cartões, mas manteve um critério bastante coeso ao longo de todo o jogo. Nota favorável numa partida exigente.
Incidentes: O filme do jogo








