É feita de grandes concorrentes e estreitas margens, mas esta Liga dos Campeões deixa sempre espaço para a genialidade. O Benfica arrancou mal e teve mais do que um revés na corrida, antes da correção de rota provar que, ao contrário do que se diz, é possível ultrapassar no Monaco!
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O grande prémio são os três pontos e esses vão para o bolso da águia, que a reagiu às duas derrotas consecutivas na Europa com o derrubar de uma equipa que ainda estava invicta. Valeu a cabeça do banco (Arthur Cabral e Zeki Amdouni resolveram no fim), numa noite que teve VARiadas peripécias...
Caminho para Ben Seghir
Por mais que a balança das bancadas pendesse ligeiramente para o Benfica, que se apresentou em grandes números (e não só na bancada visitante) num estádio historicamente complicado para os portugueses, em campo vimos a equipa da casa a entrar mais forte, determinada a mostrar o motivo de ter chegado à quinta jornada no pódio deste novo formato da maior prova de clubes.
O Monaco começou por ter mais bola e rapidamente fez as primeiras aproximações à baliza de Trubin, graças às combinações de um quarteto atacante que jogou com liberdade e fluidez. O mais dinâmico foi Eliesse Ben Seghir, uma promessa para bem seguir pois aos 19 anos é o artilheiro da equipa. Aos nove minutos, desperdiçou a primeira oportunidade flagrante, mas cinco minutos depois concluiu uma jogada de insistência. 1-0.

Foi só na reta final do primeiro tempo que a pressão do Benfica foi competente e criou desconforto no Monaco. Foi nesse período que a bola chegou mais frequentemente à área adversária e permitiu a criação de várias oportunidades. Carreras, Otamendi e Akturkoglu ameaçaram enquanto Di María fez mais do que isso, mas nenhuma entrou.
VAR alimentou o caos
O Benfica recolheu ao balneário em desvantagem, mas ciente de que conseguiria criar mais oportunidades. Isso confirmou-se no arranque da segunda parte quando, logo depois de um bom lance de Embolo bater caprichosamente no poste, Vangelis Pavlidis conseguiu fazer o empate. Mérito do grego na pressão, mas muito demérito do lateral Caio Henrique, cujo atraso permitiu o empate.

No meio dessas peripécias, a igualdade continuava por desfazer num jogo que ainda tinha tempo para muita história. Caso fosse preciso prova disso, a equipa de Adi Hütter tratou de dá-la: expulsão do central Singo aos 58´, por acumulação de amarelos, e golo (válido!) de Mawissa 10 minutos depois, para colocar os anfitriões em vantagem.
Reação principesca de um banco com cabeça
Novamente em desvantagem no marcador, o Benfica aproveitou a vantagem numérica para provar que a pista monegasca deixa espaço suficiente para ultrapassagens. Demorou, mas lá apareceu o espírito goleador de uma equipa que tinha marcado por 11 vezes nos dois jogos anteriores.

O mágico argentino, crente, voltou a cruzar e Zeki Amdouni fez o outro glorioso cabeceamento da noite a dois minutos dos 90. Uma bela história de superação, que permitiu um fim de noite em total comunhão com os adeptos. O Benfica está agora com nove pontos e três de vantagem para o último posto de acesso ao play-off.






