Uma época, nove meses e oito rondas depois, está definido o vencedor da mais recente edição da Taça de Portugal. Foi o bafo do dragão que aqueceu a festa do Jamor, numa tarde em que o FC Porto conquistou a prova pela 19ª vez na sua história, revalidando a conquista de há um ano.
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O SC Braga sai justamente derrotado de um jogo em que revelou grandes dificuldades, vivendo exclusivamente daquilo que o adversário permitiu, que foi muito pouco. O coletivo de Conceição surgiu mais forte, no controlo, e nunca chegou a largar o volante.
Entre duas grandes equipas, que tinham saído vitoriosas das últimas duas presenças nesta final, apenas uma sairia feliz. No final, foi a melhor delas. O terceiro troféu de uma temporada em que o gigante azul e branco foi o Papa-Taças!
Quem bate Matheus?
Até ao pontapé de saída, a festa foi irrepreensível. Tanto na habitual envolvência deste jogo, que teve duas famílias numerosas a aproveitar o dia e a tarde em plena capital, com sorrisos e músicas de ambos os lados de um palco antigo, mas também na componente estética, com o vale do Jamor pintado a meias de azul e vermelho.
O mesmo se traduziu para o interior do estádio, embora o apito inicial tenha temperado o ambiente de festa com uma boa dose de ansiedade. Em campo, a divisão de bola não foi tão irmã, e o FC Porto, invicto desde fevereiro e numa série de 11 vitórias consecutivas, começou por cima.

Foi essa a história da primeira parte, também marcada por várias paragens para assistência (Evanilson teve de sair antes do intervalo) e um elevado número de cartões amarelos, num jogo cada vez mais físico. Golo? Esse só chegaria na segunda parte.
Se o que faltava à equipa de Sérgio Conceição era frieza no momento de finalizar, Galeno encontrou a solução. Belo passe de Otávio para o ex-SC Braga, que assistiu... o seu ex-colega André Horta. O primeiro auto-golo da carreira do médio.
Cartão vermelho, festa azul
Se o FC Porto já estava em cima, o 1-0 desbloqueou um nível novo de satisfação no lado azul das bancadas. O dragão estava solto da manilha da ansiedade, mas não por muito tempo, já que Wendell foi expulso poucos minutos depois. Uma entrada muito dura do lateral esquerdo, castigada após intervenção do VAR.
O SC Braga tentou reagir nesse momento e Artur Jorge foi muito rápido a mexer na equipa, à procura de uma postura mais ofensiva, mas não conseguiu o equilíbrio certo. Os minhotos não conseguiram criar nenhuma oportunidade flagrante e acabaram por também se ver reduzidos a 10 quando Niakaté, que já era o único central em campo, derrubou Taremi.

Com justiça, vitória para a equipa que melhor se apresentou no Jamor. FC Porto, já realeza da Taça de Portugal, leva a coroa pelo segundo ano consecutivo e encerra a temporada com três troféus.










