Exatamente 11 anos depois, o FC Porto voltou a festejar a conquista da Taça de Portugal no Estádio Nacional do Jamor (a última conquista aconteceu em Coimbra). Os dragões conseguiram a cereja para o topo de um grande bolo que foi a temporada de 2021/22 e juntaram a Taça ao campeonato, celebrando a tão desejada dobradinha.
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A equipa de Sérgio Conceição não deu hipótese a um Tondela que tentava desafiar a história e conquistou a 18.ª prova rainha da sua história depois de um jogo de sentido único em que o resultado até peca por escasso. O golo do Tondela acaba por coroar o esforço de uma equipa que viveu uma semana de emoções mistas e que contou com um apoio de peso no Estádio Nacional, mas foi insuficiente para travar a onda azul e branca.
Bastou um erro…
O favoritismo era claro para os dragões, que fizeram questão de o demonstrar com uma entrada forte desde o apito inicial. A equipa de Sérgio Conceição depressa assumiu o domínio de um encontro de sentido único ao longo de praticamente toda a primeira parte. Os defesas do Tondela, que formavam uma linha de cinco a defender, iam respondendo da melhor forma, mas bastou um erro…

O cenário já era difícil para o Tondela e complicou-se ainda mais. A equipa de Nuno Campos bem tentava sair curto, mas a pressão do FC Porto tinha tanto de intensa como de eficaz. A saída de bola terminava, de resto, quase sempre na primeira linha de pressão portista. De resto, os beirões só chegaram perto da baliza contrária em duas ocasiões, mas não chegaram a assustar – terminaram a primeira metade sem qualquer remate.
Apesar de claro, o domínio portista ao longo da primeira metade também não foi sinónimo de oportunidades de golo. Os dragões tinham a bola toda para si e quando não a tinham também não demoravam a recuperá-la, mas a verdade é que, para além do golo, só voltaram a incomodar em cima do intervalo, num remate de Evanilson a rasar o poste.
A confirmação
O domínio passivo do FC Porto passou a (bem) ativo no início da segunda parte. Com o Tondela ligeiramente mais subido, abria-se mais espaço nas costas da defensiva beirã e foi por muito pouco que Pepê não aproveitou da melhor forma logo a abrir. Niasse evitou essa e outras duas tentativas, mas nada pode fazer pouco depois, quando Vitinha combinou com Pepê, entrou na grande área e finalizou com toda a calma, dilatando a vantagem para 2-0.

A resposta do FC Porto ao golo inesperado do Tondela foi imediata, com Taremi a responder da melhor forma a um passe espetacular de Otávio, e evitou sofrimentos desnecessários nos minutos finais. Esses, de resto, ainda tiveram um Tondela sem pressão a tentar o tudo por tudo nos minutos finais, mas o destino já estava selado. O apito final não demorou e o FC Porto, num Jamor quase totalmente vestido de azul e branco, conquistou a 18.ª Taça de Portugal da sua história.










