Surpresa? Talvez, mas só para quem não viu o jogo. Os ares do Algarve inspiraram o CD Mafra, que aplicou a qualidade futebolística várias vezes vista nos relvados da II Liga, e carimbou o passaporte inédito para as meias-finais da Taça de Portugal.
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Liderados por um homem que ajudou o Beira-Mar a escrever uma das páginas mais bonitas da história da Prova Rainha, os mafrenses foram ao terreno do Portimonense golear por 2x4 e marcaram encontro com o CD Tondela nas meias.
Arranque demolidor, defesa aos papéis
Apesar de ter sido afetado pela Covid-19, o emblema de Mafra apresentou-se personalizado no Algarve. Logo aos 4 minutos, Rodrigo Martins lançou-se num contragolpe venenoso, colocou Pedrão no bolso e atirou forte para o primeiro tento da noite. A resposta dos visitados fez-se sentir de imediato, com Shoya Nakajima a acertar no poste da baliza de Renan Bragança.
O embate estava em brasa e, em cima do quarto de hora de jogo, chegou o 'surpreendente' 0x2: Pedrão voltou a meter água, derrubando Rodrigo Martins na sua área, e o artilheiro Gui Ferreira (16') não vacilou na marca dos 11 metros. Mais uma vez, os pupilos de Paulo Sérgio tiveram de arregaçar as mangas.

Não deu para emendar
Perante o descalabro da primeira parte, Paulo Sérgio promoveu várias mudanças. Passou novamente para uma linha defensiva a quatro e lançou em jogo Filipe Relvas e Ewerton. Apesar das mexidas, os mafrenses voltaram a entrar bem e Gui Ferreira só não dilatou a vantagem porque Payam Niazmand se opôs com eficácia.

Com o desfecho desta eliminatória praticamente definido, o cronómetro foi avançando e confirmando uma história bonita. Antes do apito final, Aylton Boa Morte (91') assinou aquele que pode ter sido o seu último golo pelos alvinegros, mas não impediu o triunfo incontestável do CD Mafra.









