E a final desejada está mesmo confirmada. A Argentina juntou-se na madrugada desta quarta-feira ao Brasil na final da Copa América, dando assim aos amantes de futebol um jogo que promete espetáculo e que, para além dos dois países rivais, colocará dois dos melhores jogadores do mundo, Messi e Neymar, frente a frente na luta por um título.
Para chegar à final a seleção de das pampas teve de suar e muito, batendo apenas nos penáltis a seleção da Colômbia, contando nessa fase com a inspiração do guardião Emiliano Martínez.
Entrada forte anulada por Díaz
A Argentina entrou bem no jogo e dentro dos primeiros sete minutos teve duas claras oportunidades de golo. Primeiro Nicolas González respondeu mal a um cruzamento perfeito de Messi, mas, pouco depois, Lautaro Martínez aproveitou mesmo mais uma oferta do avançado do Barcelona e fez o primeiro golo do jogo. No lance deste golo, destaque ainda para o início da jogada e para um passe impressionante de Lo Celso a lançar Messi na área.

No segundo tempo a Argentina voltou a entrar melhor e deixou no ar que, mais cedo ou mais tarde, iria fazer o 2x0 e matar a partida. Só que a Colômbia mudou bastante ao intervalo e, com uma mudança tática que deu mais liberdade aos jogadores das alas, ganhou 45 minutos de luxo de Luis Díaz.
O jogador do FC Porto não só fez o golo do empate, aproveitando um grande passe de Cardona, como colocou a defesa argentina com a cabeça em água, com vários rasgos individuais.
Ainda assim, com o passar do minutos a equipa de Otamendi (90 minutos) voltou a ficar por cima e podia mesmo ter resolvido o jogo nos 90 minutos, mas teve manifesto azar. Primeiro viu Chara negar o golo a Lautaro com um carrinho em cima da linha de golo e, pouco depois, viu Messi acertar no poste esquerdo da baliza de Ospina.
O jogo foi então para penáltis e aí brilhou Emiliano Martínez. O guarda-redes do Aston Villa não só defendeu três penáltis, com ainda se «picou» com os marcadores colombianos dando um espetáculo típico do futebol sul-americano.
Depois de duas finais perdidas na Copa América e de uma final de um Mundial, Lionel Messi volta a conduzir a Argentina a uma final de uma grande competição de seleções. Será que vai ser desta?





