Missão duplamente cumprida para o Benfica. O emblema da Luz recebeu e bateu o Belenenses SAD por 3x0 e confirmou a presença nas meias-finais da Taça de Portugal. Por outro lado, este triunfo também colocou um ponto final numa série de três jogos consecutivos sem vencer.
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Sem Jorge Jesus, foi o adjunto João de Deus que comandou as tropas encarnadas, que apresentaram um onze com vários 'regressados' e apenas cinco elementos do jogo com o Nacional. Já Petit promoveu os regressos de Henrique Buss e Yaya Sithole ao seu onze inicial.
Valeu a eficácia no meio de ideias confusas
O ritmo inicial foi interessante, só que a clarividência não abundou. Entre constantes lateralizações infrutéferas, os encarnados conseguiram alguns rasgos perto da baliza azul. O desequilibrador Rafa Silva e Darwin Núñez, num remate de meia distância. viram André Moreira negar o tento inaugural. Do outro lado, Mateo Cassierra respondeu com um remate à figura de Mile Svilar.
A turma de Petit esteve bem organizada e coesa, optando por atacar em transições rápidas. Isso colocou a nu a falta de soluções do emblema da Luz que, com uma nova dupla no miolo, raramente criou perigo em ataque posicional. Com Adel Taarabt e Gabriel pouco em jogo, a opção era furar pelas linhas.

Poucos minutos volvidos, na sequência de um pontapé de canto, Jardel ganhou a bola ao segundo poste, cabeceou-a para o poste contrário e, perante a inércia total a defesa adversária, Rafa Silva (36') surgiu de rompante a dilatar a vantagem encarnada, que se manteve até ao intervalo.
Sem engenho para dar a volta
Na tentativa de ligar melhor com o ataque e ajudar na construção (como uma espécie de terceiro médio), João de Deus lançou Pizzi em jogo Pizzi. Do outro lado, também houve uma novidade a registar, com Petit a lançar Bruno Ramires para o lugar de Afonso Taira. Neste 'duelo de substituições', a primeira a surtir efeito foi a do Benfica, com Pizzi a oferecer um golo cantado que Darwin Núñez falhou, embora tivesse sido assinalado fora de jogo.

João de Deus e Petit foram refrescando as suas equipas, o que parecer selar cada vez mais o triunfo dos visitados. Como era de prever, o golo do Belenenses SAD não surgiu, mas do outro lado apareceu o terceiro: Rafa Silva trabalhou bem no corredor, fletiu para o meio e serviu de bandeja Franco Cervi (72'), que picou a bola à saída de André Moreira, fazendo aquele que pode ter sido o golo da despedida.
Até ao apito final, nota para uma boa chance de golo para o Benfica, com Chiquinho a rematar para um corte valioso de Tomás Ribeiro e também para a saída emotiva de Franco Cervi.










