Sem espinhas! O Vilafranquense não ofereceu qualquer tipo de resistência e estendeu a passadeira ao Benfica no caminho até aos oitavos de final da Taça de Portugal. O conjunto da Segunda Liga saiu goleado da Luz (5x0), muito por culpa dos inúmeros erros defensivos somados, num jogo que permitiu à equipa de Jorge Jesus ganhar confiança para as (ainda) muitas batalhas até final de 2020.
Veja Também
- Fim a 14 meses de jejum com golaço: «Vamos tirar muita qualidade do Pedrinho»
- «O primeiro golo bateu-nos muito emocionalmente, o quarto deixou-nos KO»
- Uma coleção de setas apontadas ao golo
15 minutos à Benfica
Com três jogos disputados nos últimos 10 dias, Jorge Jesus aproveitou o encontro da Taça para operar uma revolução no onze e dar andamento a jogadores menos utilizados, casos de Pedrinho, Seferovic e Gonçalo Ramos, e, por consequência, dar descanso a outros, nomeadamente a Darwin, Everton e Adel Taarabt.
⌚️Apito final: SLB 5-0 UDV
⚠️Pela 5.ª época consecutiva o 🦅Benfica chega aos 1/8 da 🇵🇹Taça de Portugal.
⏪A vitória por 5-0 frente ao 🔴Vilafranquense é a maior da época 2020/21. pic.twitter.com/DMDlmpdKfX
— playmakerstats (@playmaker_PT) December 13, 2020
Uma oportunidade também para passar da teoria à prática e confirmar o rótulo de favorito com um triunfo gordo perante os homens de Vila Franca de Xira, uma vitória capaz de moralizar as tropas encarnadas do ponto de vista ofensivo e, de preferência, sem golos consentidos, melhorando assim a prestação defensiva, que vinha sendo precisamente o calcanhar de Aquiles do Benfica nos últimos jogos. Missão cumprida.
As águias entraram fortes e determinadas, e do lado contrário não encontraram um adversário que fosse capaz de esgrimir argumentos. Muito pelo contrário. Num ápice, Gonçalo Ramos, Pizzi e Seferovic colocaram o Benfica a vencer por três golos de diferença, com muitas culpas para os centrais Sparagna e Diogo Coelho.
Se no golo de Pizzi, o segundo do jogo, há mérito no cruzamento de Nuno Tavares e na finalização de excelência do camisola 21, no primeiro e no segundo há muito mais demérito dos defesas do Vilafranquense. Primeiro Sparagna falhou o corte e permitiu que Gonçalo Ramos levasse a melhor sobre o guarda-redes Tiago Martins no 1x1, no segundo é Diogo Coelho que não tem capacidade para impedir a finalização do avançado suíço.
A vantagem confortável não fez com que o Benfica baixasse a guarda, nem que o Vilafranquense espevitasse depois da péssima entrada em jogo. Tiago Martins e a barra da baliza dos visitantes impediram que as águias chegassem à mão-cheia de golos antes da meia hora de jogo, mas ainda houve tempo para mais um golinho até ao apito para o final da primeira parte.

Barra, poste e saco de Pedrinho
Antes do quarto das águias, o Vilafranquense protagonizou um lance de muito perigo e muito por culpa de Helton Leite. O guarda-redes agarrou a bola após passe atrasado de um companheiro de equipa e ofereceu um livre indireto ao conjunto de João Tralhão. A sorte é que Kady estava com a mira demasiado afinada e acertou na barra.
⌚️58' SLB 5-0 UDV
🇧🇷Pedrinho regressa aos golos 14 meses depois.
⚠️É a estreia a marcar do jovem avançado brasileiro pelo 🦅Benfica (10 jogos), foi o 12.º golo da carreira. pic.twitter.com/baGBANTfOh
— playmakerstats (@playmaker_PT) December 13, 2020
Passou o susto e, dez minutos volvidos, chegou o bis de Haris Seferovic. O lance começa com Helton Leite a escorregar no momento em que bate a bola para a frente, Rafa tem uma perdida incrível, mas depois Sparagna, sem se perceber bem como, deixa-se ultrapassar por Nuno Tavares e o jovem lateral assiste o avançado que só teve de encostar à boca da baliza.
João Tralhão tentou agitar as águas no recomeço da segunda parte, ao lançar Carlos Fortes e Leo Cordeiro no jogo, mas sem efeitos práticos. O Benfica continuou por cima e chegou ao 5.º golo por intermédio de Pedrinho. E que golo! O brasileiro recebeu de Gilberto - o lateral deu de calcanhar - e bem... o melhor é mesmo (re)ver!
Até ao final, Carlos Fortes esteve a centímetros de deixar a sua marca no jogo, mas tal como Kady também revelou pontaria a mais, e depois houve tempo para Jesus gerir e lançar a artilharia 'mais pesada'. O Benfica continou a dominar, mas não melhorou... nem conseguiu chegar à meia-dúzia.










