Os resultados por outras paragens não ajudaram a causa algarvia e o Portimonense despediu-se mesmo da Liga NOS ao cair do pano sobre o campeonato, apesar de uma vitória por 2x0 diante do último classificado Aves, em solo algarvio. São estas as duas equipas que descem e que se irão reencontrar no segundo escalão do futebol português.
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Depois de uma primeira parte em que a formação de Paulo Sérgio se deparou com um Aves muito resistente apesar dos inúmeros problemas do clube, as cabeças de Willyan Rocha e Dener no segundo tempo (63' e 89') deram esperança, mas visto que nem o Tondela perdeu (ganhou) nem o Vitória FC empatou (também ganhou), quem desce é a formação de Portimão, apesar dos bons resultados nos jogos imediatamente após a retoma e desta vitória no último capítulo.
O Portimonense despede-se da Liga três anos depois da subida, em 2017 e sob o comando de Vítor Oliveira, tendo sido 10º do primeiro escalão em 2017/18, 12º em 2018/19 e 17º em 2019/20. E assim o único representante do Algarve na Liga NOS da próxima época será o regressado Farense, vindo do segundo escalão.
Se nem a própria missão cumprissem...
Contra um adversário que atravessa a crise financeira e desportiva que todo o país conhece, dizia a teoria que os algarvios teriam a missão mais simples nesta jornada derradeira... pelo menos a própria missão, sendo que os resultados de Tondela e Vitória FC ditariam também o destino algarvio. Só que da teoria à prática ainda vai uma longa distância... e os algarvios tardavam muito a mostrar a qualidade necessária para poderem acabar o jogo e olhar para os resultados de outros.

Com Ricardo Ferreira de volta à baliza (Gonda nem na ficha de jogo), com Anzai na defesa, Bruno Costa no meio-campo e o experiente Jackson Martínez no ataque, a equipa de Paulo Sérgio defrontava uma equipa que nem conseguia encher o banco com os nove jogadores permitidos (foram sete). Sinal dos tempos difíceis em Vila das Aves, que motivaram mais um protesto no primeiro minuto de jogo, com os jogadores avenses imóveis enquanto os algarvios trocavam a bola.
Com os 22 jogadores já em movimento, um Aves que só lutava pela honra ia lutando como não conseguiu lutar em muitas outras ocasiões, apesar das dificuldades na formação de um onze inicial (Mohamed Touré foi titular pela primeira vez, por exemplo). O Portimonense não conseguia criar um número avultado de ocasiões, ainda que Dener tenha ameaçado muito de cabeça ainda no primeiro tempo.
Em busca do milagre
Para cumprirem o próprio papel era preciso que os homens de Paulo Sérgio mostrassem mais, e pelo menos isso aconteceu (ainda que as notícias vindas de outros campos fossem cada vez piores). Vaz Tê juntou-se a Jackson Martínez para a segunda parte, aumentou o poder de fogo, e o Portimonense viria mesmo a marcar, mas por arte de outros homens.

A tocha algarvia vai de Portimão até Faro.









