Uma passagem sem espinhas para quem vê o resultado final e para quem viu a tremenda diferença de qualidade entre as duas equipas. O FC Porto carimbou o apuramento para os oitavos de final da Taça de Portugal aplicando uma goleada de 4x0 ao Vitória sadino. Um resultado carimbado com golos de recém Dragões de Ouro...
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Um vermelho teve o condão de terminar com um jogo que se previa bem mais difícil para o FC Porto. À meia hora de jogo, com o resultado em 0x0 nessa altura, o Vitória ficou a jogar com menos um jogador e sofreu dois golos de rajada antes do intervalo. O resto surgiu com naturalidade e a tempo do FC Porto pensar já na deslocação ao terreno do Young Boys.
Controlo inconsequente
Para quem não sabia muito bem o que ia encontrar - fruto da estreia do novo técnico do Vitória e consequentes novos hábitos - o FC Porto não se portou nada mal nos primeiros minutos. Perante uma equipa sadina com evidentes dificuldades e precipitações em sair a jogar na sua transição ofensiva (contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que o Vitória chegou às imediações da área portista na primeira parte), os dragões entraram mandões, a ter bola na iniciativa ofensiva e a recuperá-la rapidamente na reestruturação defensiva, evitando assim os contra-ataques do adversário.

Pensava-se que o FC Porto ia aumentar o ritmo, pressionar ainda mais os sadinos e forçar o primeiro golo, mas o cenário saiu furado nos minutos seguintes. O Vitória conseguiu subir no terreno, fechou os caminhos para a sua baliza e equilibrou o desequilíbrio que se ia vendo no Dragão. Até que...
Um vermelho aos verdes desbloqueou os azuis
Minuto 31: vermelho a André Sousa (que deixa muitas dúvidas pela posição de Semedo), após ter derrubado o isolado Tecatito, livre para o FC Porto e golo de Mbemba na recarga ao livre defendido de forma defeituosa e pouco ortodoxa pelo guardião sadino. A equipa de Velázquez via-se em desvantagem numérica e no marcador ainda na primeira metade, com este lance a acabar por ser decisivo para o desfecho da partida.

Só ao intervalo a mexida chegou. Ghilas entrou para ser o farol ofensivo do Vitória, Mano foi para a esquerda e Zequinha desceu para lateral direito. Mas era complicado fazer melhor perante as circunstâncias. E com naturalidade os dragões aumentaram a vantagem para números de goleada. Em três minutos, Jubal colocou a bola na própria baliza e Marega também picou o ponto, terminando com quaisquer (pequenas) dúvidas que pudessem existir na passagem aos oitavos de final da Prova Rainha.
Com 4x0 no placard era tempo de Sérgio Conceição pensar mais à frente - leia-se deslocação à Suíça para a Liga Europa. Os azuis e brancos entraram em modo gestão até final, controlaram o jogo com bola, evitaram que o Vitória criasse perigo e ainda viram duas bolas (Nakajima primeiro e Loum depois) baterem nos postes da baliza de Makaridze. Deixaram, no fundo, o relógio fazer o seu trabalho. Ou não fosse o próximo desafio na Suíça...










