Emocionante! Ninguém esperava menos do encontro entre Nápoles e Juventus no San Paolo. As duas melhores equipas italianas - assim nos diz a tabela classificativa da Serie A - encontravam-se para a derradeira oportunidade (?) para os napolitanos reentrarem na luta pelo título, mas as contas ficaram ainda mais claras: 16 pontos de diferença para a Vecchia Signora!

Não por um remate espetacular de Cristiano Ronaldo, que passou grande parte do tempo 'abandonado' na frente de ataque bianconera, ou por uma defesa vistosa de Ospina, ou ainda por um falhanço de Zielinski... Não, nada disso.
O minuto 13 ficou marcado por uma homenagem arrepiante ao malogrado Davide Astori, antigo capitão da Fiorentina que partiu a 4 de março de 2018. Foi bonito. Sem lugar a rivalidades. Um minuto de aplausos com a bola parada para o tributo. Assim aconteceu em todos os jogos da 26.ª ronda.

A estrelinha acompanhou a heptacampeã
Os astros parecem estar alinhados a favor da Juve. Ao erro terrível de Malcuit, aos 25 minutos, que resultou na expulsão do guarda-redes Meret, por falta sobre Cristiano Ronaldo, seguiu-se o golo de Pjanic na sequência da falta assinalada a favor dos visitantes. A bola voou sobre a cabeça de Zielinski, que preferiu não saltar, e Ospina não teve hipótese.
O Nápoles reagiu muito bem à inferioridade numérica e à desvantagem, mas, depois de falhar alguns bons lances que podiam ter dado empate, a matreirice da Juventus deu origem ao 0x2. Emre Can surgiu impetuoso na área napolitana para aumentar a vantagem para o líder.

Callejón reduziu aos 61 minutos, golo que deu confiança acrescida à equipa de Ancelotti, que sufocou a Juventus nos minutos subsequentes. Mais bola, mais pressão... menos definição.
Insigne teve nos pés ocasião soberana para o 2x2, mas desperdiçou na marca dos onze metros, depois de Alex Sandro ter cortado a bola com o braço na sequência de um cruzamento vindo do lado esquerdo do ataque do Nápoles.
Com este resultado, a Juventus segue no topo, com 72 pontos, enquanto o Nápoles é 2.º, com 56.






