Foi com um belíssimo golo e com um jogo longe de ser bem jogado que o Benfica passou com distinção o primeiro de dois testes no Castelo. O Vitória mexeu mais, o Benfica optou por manter e o jogo foi intenso, com alguns momentos interessantes, mas sobretudo com a convicção de que era a eliminar e que os erros seriam fatais. Festejaram as águias, com uma segunda parte de combate.
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Golo que cativou
Nem sequer deu para se ter muita perspetiva do que as duas equipas pretendiam para o jogo em igualdade. Percebeu-se que ambas quiseram atuar com um duplo-pivô defensivo no meio-campo e com três criativos atrás do avançado, mas as incidências não foram muitas até ao golo de João Félix, num excelente passe longo pela direita de Rúben Dias (já o tinha tentado minutos antes) e num excelente golpe técnico do camisola 79.
O golo deu ao Benfica a certeza de que a entrada confiante da equipa de Bruno Lage se traduziu em vantagem, mas deu também aos vitorianos a necessidade de reagir imediatamente. A apaixonada plateia assim o exigia e as boas prestações caseiras também o sugeriam, pelo que não foi preciso muito tempo para ver os homens de Luís Castro a discutir o jogo.
Foi ela por ela na segunda metade da primeira parte. O certeiro comportamento da dupla Fejsa-Gabriel estancou quase tudo no miolo vitoriano e os ataques só começaram a surtir efeito quando Davidson veio atrás começar as transições, que desaguaram na área do Benfica, onde Svilar se mostrou firme e Guedes desinspirado.
O Benfica, como tem sido com Lage, voltou a ser uma equipa mais capaz de ter bola de forma continuada à entrada para o último terço, só que desta vez sem que chegasse à zona de finalização com tanta regularidade. Aliás, além do golo, apenas mais uma chance para as águias (curiosamente, na única ida à linha de fundo que registámos) até ao intervalo, o que se explica pelos inúmeros passes falhados por Pizzi e Zivkovic nesse espaço.
Depois da ida aos balneários, Fejsa já não regressou e Samaris teve minutos. A reentrada encarnada trouxe muita e boa posse para as águias logo a abrir, mas da bancada veio a energia necessária para que os vimaranenses conseguissem estar outra vez ligados à corrente.
Sinais diferentes vindos do banco
Com criatividade e intensidade, a equipa de Luís Castro tornou a cresceu e assumiu a bola, perante um Benfica mais baixo no campo e a mudar Félix para a esquerda e Pizzi para o meio após a entrada de Salvio.
Certo é que, apesar das várias incursões ofensivas, só Davidson (sempre ele) assustou com um excelente remate. De resto, muito bom desempenho da linha defensiva encarnada, que jogou duro e por vezes feio, mas de forma eficaz.
Enquanto Luís Castro lançava avançados, Lage reforçava o meio-campo. O tempo passava, o público desesperava com a contenção encarnada e alguma demora, que Hugo Miguel castigou com cartões.
Gedson, a última cartada, foi a chave certa para fechar o jogo para os encarnados, que no fim tiveram a bola quase sempre longe da sua área. Uma área onde, honra seja feita, Svilar esteve tremendamente seguro, apesar de nenhuma defesa realmente vistosa.
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