Novamente com sofrimento, novamente nas grandes penalidades. O Sporting é o novo campeão de inverno do futebol português, depois de bater o Vitória de Setúbal por 5x4 nas grandes penalidades, após um empate a uma bola no tempo regulamentar. O Vitória deu réplica, marcou primeiro, mas não aguentou a pressão sportinguista no segundo tempo. Nas grandes penalidades, Tomás foi o único a falhar e o Leão está mesmo de regresso aos títulos, dois anos e meio depois.
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Leão mansinho foi presa fácil
Jesus tinha avisado: Gonçalo Paciência é um perigo à solta e o avançado do Vitória fez logo questão de mostrar ao que vinha. Cruzamento do lado direito do ataque sadino, com o dianteiro a receber de costas e a bater Patrício com um remate colocado. O golo fez muito mal ao leão, que demorou 10 minutos a entrar no último terço, já depois de Nuno Pinto ter obrigado Patrício a defesa apertada.
O Vitória, com uma postura positiva, nunca deixou o Sporting confortável nos primeiros 22 minutos. O futebol de toque e criativo de João Teixeira e Gonçalo Paciência ia deixando Jesus à beira de um ataque de nervos.
Aos poucos, o leão ia melhorando, muito por culpa de um William competente e de um Bryan Ruiz sempre disposto a dar a melhor solução à equipa. O Vitória foi perdendo (naturalmente) a capacidade de jogar no meio-campo defensivo do Sporting, ainda que a noite de Pedro Trigueira continuasse a ser descansada. Do outro lado, mais uma oportunidade, por cabeceamento de Vasco Fernandes.
Leão passou a predador
Jesus não gostava do que via e as entradas de Battaglia e Acuña foram uma realidade, com saídas de Bryan Ruiz e Rúben Ribeiro. O Sporting entrou com outra disposição, pressionando de uma outra forma o último reduto sadino. As bancadas respondiam ao novo apelo da equipa.
Apesar das melhorias, a verdade é que foi o Vitória a estar muito perto do segundo...mais uma vez. Gonçalo Paciência obrigou Patrício a defesa apertada e, na sequência da jogada, Costinha atirou a centímetros do poste leonino. Mas havia mais Sporting, com Bruno Fernandes a comandar as tropas.
Doumbia saltou para a frente do ataque, mesmo ao lado de Bas Dost, e os verde e brancos foram empurrando o Vitória para os seus últimos trinta metros do campo. Eis que chega o lance na área sadina. Bas Dost obrigou Trigueira a brilhar, com Coentrão a repetir a dose. No terceiro remate, Tomás Podstawski fez de guarda-redes e Rui Costa, depois de muito tempo, lá assinalou o castigo máximo, mostrando amarelo ao médio. Bas Dost converteu e colocou a Pedreira em êxtase.
Ainda houve pressão, logo estancada pela organização da equipa de José Couceiro. Era tempo de grandes penalidades. Aí, Podstawski foi o único a falhar e William, habituado à infelicidade no castigo máximo, deu o caneco ao Leão. Não se pode falar em sorte para quem mostra tanto sangue frio.
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