Foi com uma vitória robusta, com muitos momentos de bom futebol e com uma simbiose bastante interessante entre a equipa que o FC Porto se apresentou aos seus adeptos. Foram mais de 47 mil os que lotaram o Dragão e uma coisa é certa: a confiança está renovada e a crença é muito grande a 10 dias do começo da competição.
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Pressão: postura constante
Há, desde já, uma grande diferença do FC Porto das épocas anteriores para o atual. Podemos estar a falar de uma fase inicial e não é correto tirar conclusões tão cedo, mas esta é uma equipa muito mais ligada à corrente, com constantes injeções de adrenalina, sem grandes tempos mortos.
O adversário era exigente. Em termos de competitividade, e mesmo no que diz respeito a qualidade individual, este Deportivo pedia um FC Porto mais intenso e concentrado, visto que a exposição ao erro era menor. Desde o início que os dragões o perceberam, mas também foi desde o apito inicial que se dispuseram a uma pressão muito alta.
Ao posicionamento dos portistas na saída de bola, o Deportivo quase sempre respondeu com inevitável bola longa. E assim o controlo do jogo foi assumido pelos portistas, que se agilizaram pelas linhas, perante o maior povoamento central dos espanhóis.
Excelentes 25 minutos, que incluíram o primeiro de Aboubakar, um cabeceamento perigoso de Felipe e outro de Soares. Tudo na sequência de jogo exterior.
Depois, os espanhóis arrebitaram, arriscaram mais nas saídas de bola e essa postura travou um pouco mais o ímpeto portista, que apanhou alguns calafrios pelo espaço criado. Óliver juntava-se a Aboubakar e Soares na pressão alta e o conjunto de Pepe Mel começou a descobrir que havia muito espaço aberto a meio.
Há risco nesta opção se Sérgio Conceição (que já disse que a equipa será capaz de pressionar todo o jogo, se assim quiser), mas, neste caso, foi um risco com prémio.
Sempre à espreita
Passados os momentos de susto, foi novamente tempo de apertar o adversário, que pagou caro a tentativa de discutir a posse com a turma de Conceição.
Primeiro, tentando defender alto num ataque portista, que teve desenho brilhante até ao desvio final de Aboubakar (aí vai mais um), que viu Ricardo aventurar-se outra vez bem no ataque.
Depois, já na segunda parte, num dos tais momentos de saída de bola do Deportivo, que Corona intercetou para levar a bola até à baliza.
Uma hora de futebol intenso, homogéneo e com muito boa tradução na eficácia - tivessem os dragões tido metade desta eficácia na época passada e o cenário poderia ter sido outro. Chegaram a seguir as muitas substituições, que obrigaram a maior procura pela segurança, mas que não tiraram brio à equipa.
Pelo contrário, ainda deu para (em mais uma saída disparatada dos espanhóis) Marega fazer o quarto.
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