O Chaves eliminou o FC Porto da Taça de Portugal, no desempate das grandes penalidades (0x0; 3x2 g.p). Depois de um nulo no 90 e nos 120 minutos, para lá do Marão caiu o dragão, que teve muita falta de pontaria na hora de atirar às redes flavienses.
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Os dragões cedo se foram instalando no meio-campo adversário e tentando fazer circulação de bola. Porém, o Chaves era perigoso nas investidas que fazia à baliza de José Sá (foi novidade, tal como André André e Varela).
#CHAxFCP: 6 portugueses no 11: o @FCPorto não apresentava tantos portugueses titulares desde 2009/10. #playmaker #TacadePortugal
— playmakerstats (@playmaker_PT) 18 de novembro de 2016
Se o FC Porto "canalizava" muito do seu jogo pelo espaço interior (André André tentava apoiar Danilo no início da construção), os flavienses estavam bem organizados a defender e sabiam esperar pelos momentos de atacar (nesse capítulo tinham uma fixação quase constante pela largura).
É verdade que os azuis e brancos tinham mais bola mas, a espaços, procuravam a meia-distância, pois sentiam dificuldades para "furar" a muralha montada por Jorge Simão. A equipa da casa defendia bem e metia muito "veneno" em cada ação atacante, dificultando a tarefa aos pupilos de Nuno Espírito Santo.
Chaves e FC Porto foram mantendo a mesma intensidade na luta por cada lance nos segundos 45 minutos. A toada não se alterava: dragões a ter mais bola perante uma turma flaviense muito certeira a defender e a dificultar a execução dos processos azuis e brancos.
Nuno alterou as peças com a entrada de Depoitre quando o jogo se encaminhava para a reta final do tempo regulamentar. O FC Porto passou a jogar em 4x1x3x2 (Jota e Varela mais abertos), o atacante belga e André Silva de mira apontada às redes flavienses. Apertavam os azuis e brancos, continuavam a defender os da casa, que já se preocupavam bem mais em defender do que atacar, quando o prolongamento começou a pairar, ele que viria a ser uma realidade.
Sujeitos a muito desgaste, os flavienses recolheram o bloco por completo no tempo extra e os dragões (já com Layún e Evandro) tentavam movimentos de aceleração. Se as casas de apostas davam maior favoritismo aos portistas, a rapaziada de Nuno tratava de fazer pela vida no relvado do Municipal de Chaves. Mas a equipa da casa, lá está, baixava o bloco mas não a guarda (Ponck abordou quase sempre bem os lances mas depois decidia mal no passe).
Emoção só quando os adeptos azuis e brancos pediram penálti por mão de Freire na área e, mais adiante, quando os flavienses reclamaram um empurrão de José Sá sobre Elhouni. Seria, porém, na marca dos onze metros que a eliminatória ficaria decidida. António Filipe foi mais forte a defender a baliza flaviense perante os pontapés de Layún, Depoitre e André Silva. Felipe Lopes e Braga desperdiçaram para a turma da casa que, ainda assim, fez a festa final.
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