O Benfica esteve muito perto de ter de cumprir «horas extra» frente ao 1.º Dezembro, esta sexta-feira. Os encarnados resolveram o encontro da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal no derradeiro lance do encontro (96'), com um golo do capitão Luisão (1x2). Pouco brilhantismo e quase nenhuma inspiração das águias foi «castigada» com o susto provocado por... Martim Águas. Mais de três décadas depois, o filho de Rui fez o mesmo que o pai: marcou ao Benfica.
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Faltou automatismos e intensidade
Rui Vitória mexeu onde podia, até porque a enfermaria da Luz continua preenchida. O campeão europeu Eliseu estreou-se em jogos oficiais, tal como Danilo, que acabou por abrilhantar a primeira aparição «a sério» com o golo que desfez o nulo, já no segundo tempo (50').
Mas a culpa do apagão encarnado não «morreu» exclusivamente na inoperância de Carrillo. Zivkovic mostrou vontade mas foi pouco esclarecido, tal como Cervi. José Gomes procurou ser a referência (bom desvio de cabeça aos 44'), mas a equipa não estava para procurá-lo com a qualidade necessária. E com isso, quase não existiu Benfica nos primeiros 45 minutos.

E Águas marcou mesmo ao Benfica...
Com pouco Benfica, o 1.º Dezembro acabou por ter mais facilidade em cumprir com a prioridade máxima: uma boa organização defensiva. E conseguiu-o quase na perfeição. O único momento de maior desorganização foi penalizado com o golo de Danilo, aos 50'. Lisandro soltou a bola no tempo certo e o médio fez o resto; passou por dois e atirou sem hipóteses para João Manuel.
#DEZxSLB: 32 anos depois... um Águas marca ao @SLBenfica:
— playmakerstats (@playmaker_PT) October 14, 2016
7 Out. 1984 - Rui Águas (Portimonense)
14 Out. 2016 - Martim Águas (1.º Dezembro)
E quando se pensava que a águia tinha finalmente levantado voou, a partida regressou ao padrão inicial. Mal o Benfica, bem o 1º Dezembro, até que Celis fez asneira num atraso para Ederson e o guarda-redes brasileiro do Benfica derrubou Abdoulaye. Grande penalidade e o momento para um pedaço de história na Amoreira.
Martim Águas, filho de Rui e neto de José, duas lendas do clube da Luz, apresentou-se para o grande momento; e na hora de bater mostrou toda a classe que a linhagem representa, «sentando» Ederson e fazendo o empate. Tinha acontecido. Um Águas voltava a marcar ao Benfica, 32 anos depois do pai, Rui, o ter feito ao serviço do Portimonense.
«Capitão» evitou horas extra
O sonho do 1.º Dezembro ganhava cada vez mais cor quando Luisão o terminou, no último «suspiro» de um jogo que teve quase para tirar o ar ao Benfica. Minuto 96 - o último do tempo de compensação (exagerado, na nossa opinião) - e o central brasileiro a resolver de cabeça na sequência de um canto batido por Pizzi. E a seguir acabou uma vitória obrigatória mas tremendamente difícil do Benfica.










