Está ganha a 11ª Liga dos Campeões pelo Real Madrid. No desfile de glamour, na cidade da moda Milão, foi um dos modelos mais apagados quem decidiu o jogo. Cristiano Ronaldo, teve um desfile cinzento, mas, quando foi chamado, as luzes da ribalta não o ofuscuram e o seu penálti foi decisivo. O Atlético de Madrid voltou a ficar à porta da história, mas perdeu a sua terceira final, em três tentativas. Luta, garra, sofrimento e decisão nos penáltis. Se tivéssemos de pagar pelas palavras, podíamos explicar assim a final da Liga dos Campeões.
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Ao contrário do que se esperava, foi o Real Madrid quem vestiu o fato de macaco no desfile de estrelas. O meio-campo merengue anulou por completo a capacidade do Atlético de ter bola nos primeiros minutos. Com Casemiro em constante trabalho de limpeza e com Kroos e Modric a saberem sempre o que fazer à bola, o Real teve 45 minutos de controlo quase absoluto. Já no ataque, apenas Gareth Bale conseguia criar desequilíbrios à sempre organizada defesa colchonera.
Golo irregular, mas merecido
O minuto 15 vai ficar na história do jogo. Sérgio Ramos fez o primeiro golo, em fora de jogo, após um livre de Kroos. Esse golo, visivelmente irregular, deu corpo ao melhor futebol dos blancos, que minutos antes viram Jan Oblak negar o golo a Casemiro. O golo de Sérgio Ramos, que já tinha marcado há dois anos na final de Lisboa, teve o condão de mudar o jogo, e mudou-o para um tipo de jogo em que o Atlético não se sente bem. Um jogo onde tem que assumir a bola, em construção, e onde vê o adversário recuar linhas. Talvez por esse desconforto, apenas uma palavra serve para descrever o futebol ofensivo da equipa de Simeone na primeira parte: Nulo.
Como 15 minutos tudo mudam
É sabido que Simeone é um treinador especial. Isso mais uma vez foi percetível neste jogo. O Atlético de Madrid saiu das cabines para a segunda parte completamente transfigurado e a entrada do extremo belga Carrasco ajudou a equipa a ter capacidade de criar oportunidades. Ainda não tinham passado dois minutos e já Torres tinha «cavado» uma grande penalidade a Pepe. Um castigo máximo que Griezmann tentou converter em força e atirou à trave.
Temeu-se que esse momento tivesse um impacto negativo na motivação do Atlético, mas tal não aconteceu. Os colchoneros carregaram e, durante quase 15 minutos, o Real Madrid não respirou.
Apenas a meio da segunda-parte a equipa de Zidane conseguiu colocar gelo no Atlético de Madrid e passar a ter bola. Novamente, foi importante o trabalho de Casemiro na recuperação de bola. Nessa altura, Benzema teve a oportunidade de matar o jogo, mas isolado, viu Oblak negar-lhe o 2x0.
E se o minuto 15 fica na história, o que aconteceu entre os 78 e os 79 também ficará. Primeiro Oblak nega o golo ao desinspirado Ronaldo e Bale, na recarga, falha já sem o guardião na baliza. Depois, Carrasco empata o jogo após um cruzamento de Juanfran. Um golo que atirou o jogo para prolongamento.
Atlético domina prolongamento com Carrrasco
Ao contrário do que aconteceu em Lisboa, desta vez o prolongamento foi mais complicado para o Real Madrid, especialmente na vertente física. Ronaldo até teve uma oportunidadede de cabeça, mas a iniciativa do jogo foi sempre do Atlético de Madrid. Carrasco fazia o que queria de Danilo e eram Pepe, Sérgio Ramos e Casemiro (sempre ele) que iam segurando a defesa merengue. À medida que os minutos iam passando, o físico foi atirando as equipas para um jogo mais pausado e os penáltis acabaram por ser o desfecho mais previsível.
No desempate da marca dos 11 metros, foi mais feliz o Real Madrid. Juanfran falhou o único penálti dos 10 e foi Ronaldo quem assumiu a tarefa de entregar a 11ª Liga dos Campeões ao clube com mais história, no futebol Mundial.
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