O Sevilla escreveu história. O triunfo sobre o Liverpool, esta quarta-feira, por 3x1, deu aos espanhóis a terceira Liga Europa consecutiva. É um tri inédito na segunda prova da UEFA, conseguido sempre pela mão de Unai Emery. E por falar em mão, foi por aí que começou esta história...
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Primeira parte: uma questão de mãos.
Ao domínio claro do Liverpool no primeiro tempo juntou-se uma sucessão de erros da equipa de arbitragem em prejuízo dos reds. Aos 12 minutos, Daniel Carriço travou Firmino em falta e logo em dose dupla. O defesa português usou a perna direta para derrubar o brasileiro; ao mesmo tempo utilizava o braço direito para cortar a bola. O lance passou em claro.
Adiantamento na cronologia. Minuto 41. Firmino tenta o passe já no interior da área do Sevilla, mas Krychowiak disse que não; e disse-o com a mão. Erro número dois de Jonas Eriksson, árbitro sueco que não teve mãos para dois momentos decisivos.
Por esta altura já o Liverpool vencia. Era um ato de justiça perante tamanha injustiça provocada pela mão alheia; e também pelo futebol da equipa de Klopp. O golo de Sturridge – uma trivela tirada dos livros – apareceu aos 35 minutos, já depois de vários momentos de perigo com a assinatura do avançado inglês.
Aos 11' foi Carriço a tirar uma bola de Sturridge que tomava o caminho do golo e aos 25' foi Soria a negar a vantagem aos reds, sempre perigosos pelo internacional inglês. Uma bicicleta de Gameiro, aos 32 minutos, foi o único sinal de vida de um Sevilla que se deixou dominar quase sempre. Mas o intervalo mudou tudo.
Segunda parte: a remontada
Um golo nos primeiros segundos de qualquer uma das partes pesa. Pesa para quem marca e para quem sofre. Marcou o Sevilla, ainda antes do minuto 46, e o jogo mudou de cara. Completamente. Foram duas finais numa só. O Liverpool desapareceu, o Sevilla renasceu. Mariano foi o criador do 1x1 – que jogada soberba – e Gameiro só teve de confirmar o inevitável.
A noite soprava agora ventos da Andaluzia. De repente, o dominado soltou-se e exibiu-se em todo o seu esplendor. O 2x1 (64') é um hino ao futebol. A finalização é de Coke, mas a criação é a verdadeira obra de arte. Vitolo e Banega trabalharam um tiki-taka de fazer inveja ao Barça e Coke deu-lhe a estocada de matador. Remontada. Merecida.
Coke foi a face da revolução. Soberba a exibição do espanhol no segundo tempo, ele que foi adaptado a médio/avançado numa experiência mais que feliz de Emery. Foi dele o 3x1, num golo-espelho daquilo que foi a segunda metade do jogo em Basileia, na Suíça. Carambola na área inglesa, defesas do Liverpool desorientados e Coke aproveitou para fechar as contas.
Ponto final, parágrafo. O Sevilla é – outra vez – o rei da Liga Europa.
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