Braga era a última barreira para o leão e esta foi ultrapassada com classe, destreza e tranquilidade. Num jogo facilitado pela expulsão de Arghus, o leão foi seguro e teve qualidade. Só faltou a tal ajuda do Nacional...
Como esperado, Paulo Fonseca pensou mais no Jamor do que nesta partida. E é totalmente compreensível - quem não o faria no seu lugar? De qualquer forma, não foi essa uma razão para os que entraram de início se desleixarem. Pelo contrário, afastado o arranque mais esverdeado, os arsenalistas foram equilibrando forças.
O Sporting, passeando sob a classe de João Mário e Bryan Ruiz, foi sobretudo mais cerebral. E, desta vez, ao contrário do que Jesus tinha feito para a Taça de Portugal, veio a Braga fiel aos seus princípios, jogar com dois avançados. Um deles, Teo, abriu o ativo.
Vermelho que terminou com as dúvidas
Foi mesmo muito pouco tempo que o Sporting esteve na frente virtual do campeonato. Na Luz, o Benfica também marcava, na mesma altura em que os leões viam Arghus derrubar William à entrada da área. Vermelho para o bracarense e tudo muito mais fácil para os leões.
O livre era perigoso, Bryan Ruiz deslumbrou-se, mas o Sporting só tinha uma coisa a fazer: sentenciar o desafio. Não demorou muito a fazê-lo, pelo inevitável Slimani. Tudo tratado. Só faltava a tal ajuda de Manuel Machado e dos seus. Mas as notícias não eram boas...
Restava ao leão o brio de jogar para os adeptos. E esses merecem uma palavra, porque, mesmo com as más notícias que ouviam no rádio, nunca pararam de cantar. Isto não esquecendo, bem pelo contrário, os da casa, que acorreram ao Municipal em grande número, nem pela derrota desmoralizaram. A sua prioridade também é o Jamor, daqui a uma semana, e por isso a equipa sentiu o apoio necessário.
Procura em vão de Slimani e gestão
O jogo teve muito pouco que contar a partir do segundo golo do Sporting. Slimani marcou e, abnegado como habitual, foi atrás do sonho de ser goleador. Jonas não deu tréguas, mas os colegas do leão sentiram a sua luta e trabalharam para si.
O Braga, mais do que tentar reduzir, tentou corrigir, minimizar estragos, fazer testes e também uma gestão da partida. O miolo, com Alef, não funcionou tão bem como habitual, Rafa foi poupado a certa altura e os benefícios foram, por exemplo, ver Djavan a crescer (qualitativamente) e Pedro Santos ganhar minutos.
De resto, Ruiz também fez a festa e deu para Esgaio entrar para o... meio-campo. Nova invenção de Jorge Jesus? O português nem esteve mal.
Fim de campeonato para um Sporting recordista de pontos e de vitórias e que só não festejou (mais) porque o Benfica falhou (ainda) menos.
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