O zerozero.pt pede encarecidamente à Federação Portuguesa de Futebol que pondere abrir um sistema de repescagem para jogos assim. Porque, nestes jogos, as duas equipas merecem seguir em frente. Braga e Sporting protagonizaram o jogo do ano em Portugal, num verdadeiro vendaval de bom futebol, que só encontrou fim na cabeça de Rui Fonte. Um regalo, este jogo.
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Um erro que resultou num jogaço
A primeira parte encaminhava-se para o intervalo com uma vantagem de um Sporting bastante personalizado e com a lição muito bem estudada. Aos médios do Braga (Vukcevic e Luiz Carlos) não era dado um mílimetro para receber e construir em jogo curto, deixando Rafa e Alan inconsequentes nos movimentos em diagonal.
O golo de Ruiz, madrugador, também ajudou a um Sporting que, ao invés do que fez recentemente o Benfica na Pedreira (recuando linhas e defendendo mais atrás), preferiu nem sequer deixar os minhotos ensaiarem as premissas de que Paulo Fonseca tanto gosta: jogo apoiado e em largura.
Sempre que os minhotos tentavam sair da teia montada pelo Sporting, os médios leoninos eram perspicazes e nada contidos se fosse preciso recorrer à falta. Ou quase sempre. Ao minuto 41, isso não aconteceu, o que levou Wilson Eduardo a ter o espaço suficiente para bater Patrício.
De volta à estaca zero, a segunda parte trazia uma maior necessidade da criação de oportunidades. O jogo estava a ser bom, rasgadinho (como se diz na gíria) e com enorme arranjo tático. A questão física era, pois, um aspeto que poderia fazer a diferença.
Festival
E, para o adepto de futebol (para os treinadores, nem por isso), dificilmente se poderia pedir mais. Grande arranque de segundo tempo. Com muito mais jogo pelos flancos, com erros também, e com mais golos.
Primeiro, o Braga. Depois, o Sporting. 2x1, 2x2 e um jogo bastante emotivo e mais partido. O rigor, em parte, deu lugar ao coração de duas equipas embuídas na missão de voltarem a um Jamor que, em junho, partilharam.
Desta vez, só uma lá poderia estar. E parecia ser o Sporting a consegui-lo. Numa altura em que, curiosamente, até dava a sensação de ser o Braga quem estava melhor a meio (Aquilani baixou muito a intensidade e Adrien foi-se abaixo) foi William Carvalho, qual touro enraivecido (no bom sentido da expressão), que foi lá à frente, empurrado pela fibra, fazer o terceiro golo.
Só que isso não se alterou. Jesus demorou muito a mexer na zona nevrálgica e ao Braga eram dados muitos espaços. Além disso, Jefferson nunca conseguiu verdadeiramente atinar com Alan, que foi crescendo com o jogo até construir o 3x3 que levou tudo para prolongamento.
Aí, claramente a força já não era a mesma e os golos também já não se seguiram com a mesma frequência. Pudera. Mas nem por isso tiraram férias. Rui Fonte mandou ao ferro, Slimani marcou (mal anulado) e o mesmo Rui Fonte acertou na rede para desequilibrar um jogo épico, que depois os minhotos souberam segurar até ao fim.
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