Quinta Supertaça Europeia da história do FC Barcelona. Os catalães venceram um jogo verdadeiramente sensacional, muito por culpa do Sevilla. O Barça esteve a vencer por 4x1, permitiu que os sevilhanos empatassem a quatro e só aos 115 minutos chegou ao 5x4. Respire fundo!
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Banega e Messi começaram por fazer história
Em Tbilisi, a noite começou por ser de novidades. De Rafinha, por exemplo, no lugar de Neymar, mas o mais importante saiu dos pés de Éver Banega e Lionel Messi, sempre de livre direto.
O argentino do Sevilla apontou o golo mais rápido de sempre da Supertaça Europeia, aos três minutos, e deu vantagem aos sevilhanos quando pouco ou nada havia para contar.
Pouco depois, aos sete, entrou em ação o argentino do FC Barcelona. Também de livre, também majestoso, bateu Beto para o 1x1; era a primeira vez na competição que se marcavam dois golos nos primeiros 10 minutos.
O Sevilla tinha dado um ar da sua «graça», mas de graça se pode falar do minuto 16. Messi, pois claro, voltou a ter um livre para ensaiar. Ainda tinha a régua e o esquadro nos pés e em novo momento sublime deu vantagem aos catalães.
Virada sorte, o FC Barcelona tomou conta da história. O Sevilla acusou os golpes e deu sempre demasiado espaço a uma equipa que sabe explorá-los como poucas; ou nenhuma. E foi assim que chegou o 3x1, aos 44 minutos. Suárez saiu isolado do meio-campo, cavalgou em direção a Beto, que ainda defendeu o remate do uruguaio; depois Suárez, sempre com muito tempo e espaço, serviu Rafinha para o golo.
Sevilla renasceu das cinzas
Quando Luis Suárez fez o 4x1, aos 52 minutos, tudo parecia resolvido. A vantagem era confortável e, mais do que isso, o FC Barcelona era dono e senhor da bola em Tbilisi. Mas o conforto levou ao relaxamento e o relaxamento levou impensável.
O Sevilla soube recolher os destroços e aos 72 minutos já só estava a um golo dos catalães. José António Reyes, aos 57 minutos, apareceu ao segundo poste a encostar para o 4x2 e a 18 minutos dos 90 seria Kévin Gameiro a fazer o 4x3, de grande penalidade.
O jogo estava definitivamente relançado e o impensável acabaria mesmo por acontecer, quando Konoplyanka, que tinha entrado aos 68 minutos, fez o 4x4, aos 81 minutos. Loucura em Tbilisi, uma recuperação épica do Sevilla que acabaria por levar o jogo para o prolongamento.
Pedro, ele mesmo, decidiu. Na despedida?
Pedro Rodríguez. Eis o nome do homem que após 115 minutos de jogo resolveu o título. Ele, que até está com um pé fora do FC Barcelona. Luis Enrique lançou-o aos 93 minutos e a cinco do fim do prolongamento era dele o momento decisivo da noite. Beto ainda defendeu de forma estrondosa novo livre de Lionel Messi, mas não a segurou. Pedro estava lá, bem perto, e fez o 5x4.
Mas pensa que foi tudo? Não. Não, porque Rami teve no pé esquerdo, aos 121 minutos, o 5x5. Falhou a um metro da baliza, já sem Ter Stegen no lance. Depois sim, acabou.
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