Uma Nuova Signora, um Barça fulminante
No fim de uma cerimónia absolutamente esplêndida, debaixo de uma atmosfera de verão, por dentro de um ambiente fabuloso nas bancadas e com os 22 que mais mereceram lutar até ao fim pelo mais ambicionado troféu de clubes. Foi nesta envolvência que Cüneyt Çakir apitou. A final tinha o seu início.
Um início estranho. Um arranque com a Juventus a tentar aquilo que já tinha feito no Bernabéu e contra o Borussia Dortmund. Definitivamente, esta Juve já não é aquela de outros anos, de cinismo puro. Ainda tem algum, não se pense o contrário, mas Conte e, agora, Allegri, têm dado um novo perfume a esta equipa.
O golo tranquilizou o Barcelona, talvez até um pouco demais. Iniesta estava ligado à corrente, mas Messi andava escondido e a defensiva procurava ser fiel aos seus princípios, numa saída constante com bola que várias vezes podia ter corrido mal.
A Juventus queria serenar, mas Vidal não deixava. O chileno tem aquele sangue sul-americano e vai a tudo e todos, embora nem sempre da forma mais inteligente. Tentou explorar isso a equipa de Luis Enrique e valeu a condescendência do árbitro para que a emoção da final fosse preservada.
Quanto a oportunidades, várias até ao intervalo, algumas em cada baliza, que parecia pequena para os remates deslocados. O intervalo faria bem.
A sabedoria fez a diferença
Inicialmente fê-lo para o Barcelona. Confiante, a equipa catalã chamava os italianos e depois aplicava-lhes o estilo que não vinha nos livros de Guardiola, mas que Luis Enrique sabe potenciar ao máximo, nunca perdendo a qualidade continuada de posse: a transição rápida.
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Morata marcou, numa recarga e numa altura em que a Juventus já estava a passar para o meio campo contrário. Foi o seu melhor período e não abrandou com o golo. Pelo contrário, acentuou-se e só não deu em mais porque, primeiro, Çakir fez vista grossa a uma grande penalidade, segundo, Messi acordou.
Foi ele que abriu um caminho que estava remediado por uma defesa órfã do seu líder Chiellini. Foi ele que atirou para defesa incompleta de Buffon, no tal golo de Suárez.
Depois disso, o Barcelona não cometeu o mesmo erro. Não adormeceu, não recuou e voltou a dispor de espaço para saídas rápidas. Estranhamente, não marcou, mas não foi preciso. A Juventus acusou muito o segundo golo e não teve cabeça (nem Marchisio, que rebentou) para ir mais além. Cabeça que existiu na equipa espanhola e no brasileiro Neymar, que fechou as contas em cima do apito final de Çakir.
O Barcelona é campeão europeu. E a lógica era essa.












