Confirmando-se a ausência de Luisão das escolhas encarnadas, ficou percetível que César já é o terceiro central na hierarquia, passando um Lisandro que teve a sua oportunidade quando Jardel se lesionou, mas que não terá convencido Jorge Jesus. Após grande jogo no Dragão, Samaris também descansava, dando lugar a Cristante para uma competição onde a figura Jonas tinha lugar garantido.
Dez minutos sonolentos e, depois, os ânimos a surgirem em boa dose, de um lado e do outro. O alvo era Artur Soares Dias, a meta era que as infrações fossem punidas. Não se pode dizer que o árbitro tenha estado bem.
Quanto a futebol, Cristante parecia não entrar bem e Enzo Pérez era, ainda que com sinais de menor intensidade, o jogador que mais clarividência dava ao futebol do Benfica a meio-campo, frente a um C Braga muito forte nesse setor. Esse já tinha sido um pormenor a fazer a diferença no jogo em Braga e, para este duelo, voltava a ser importante. Micael e Tiba pressionavam alto e impediam qualquer tipo de aventura criativa da águia pela zona central.
Seria, pois, pelas alas que o perigo seria criado pelos encarnados. Com Ola John injetado de moral pela oportunidade (depois da lesão de Salvio), foi pelo holandês que o Benfica mais atacou, embora tenha sido sem a sua contribuição que a vantagem chegou. Gaitán primeiro, Lima depois, Maxi a cruzar e, pois claro, Jonas a assinar mais um na Taça.
Ao intervalo, o Terceiro Anel vivia um clube de sorriso no rosto, depois da vitória no Dragão e da vantagem na eliminatória. Seriam poucos os que pressentiriam o que viria na segunda parte
Saiu Enzo e a música passou a ser russa
O intervalo trouxe Pizzi a jogo. Parecia uma excelente oportunidade para o português ganhar rotação para um lugar que, com a saída de Enzo Pérez, poderá ser seu. Só que a sua entrada em jogo não foi feliz, não só porque teve alguns lances menos bem conseguidos, mas sobretudo porque coincidiu com a reviravolta minhota.
Dois erros defensivos muito bem aproveitados pela aguerrida equipa de Sérgio Conceição, que em 10 minutos se colocou a ganhar, para espanto da plateia, mas a confirmar a qualidade e força mental da única formação que, nas provas internas, já se tinha superiorizado a este Benfica de Jorge Jesus.
O Benfica cresceu no futebol ofensivo e acercou-se da baliza contrária, numa reação enérgica mas que foi congelada pelo gelo russo de Kritciuk. Sobretudo a Jonas, que com ele travou um intenso duelo. Perdeu na primeira parte, só que conseguiu 'goleada' na segunda, ao suster a finalização do brasileiro.
Jorge Jesus foi lançando homens sem fim para a frente, Conceição respondia com a experiência de Custódio e a verdade é que, nos últimos dez minutos, o Benfica tornou-se bem menos esclarecido, perdeu o fio de jogo e permitiu que os bracarenses gerissem a vantagem, numa renovada lição de empenho dada pela equipa do Minho.
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