O Sporting está na próxima ronda da Taça de Portugal, depois de vencer o FC Porto por 3x1 no estádio do Dragão. Erros defensivos dos portistas ditam eliminação da prova rainha do futebol português. Marcano, na própria baliza, Nani e Carrillo marcaram os tentos dos leões. Jackson fez o golo dos portistas e falhou um penálti.
Ainda havia pessoas a sentarem-se nas bancadas bem compostas do estádio do Dragão e já o Sporting ameaçava: Nani rematou cruzado e acertou no poste direito da baliza guardada por Andrés Fernández, hoje titular na equipa do FC Porto.
Era ainda impercetível a tática das duas equipas mas cumpria-se o que Marco Silva havia assumido na projeção da partida: entrar forte e tentar surpreender o FC Porto.
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À semelhança do que aconteceu em Alvalade há poucas semanas, para o campeonato, o jogo começou de forma intensa, mas com ameaças dos dois lados, ainda que o futebol apresentado pelos leões fosse mais consistente, com os vários setores a funcionarem melhor do que os dos portistas.
Quintero, aposta inicial de Lopetegui, demorava a entrar no jogo e o meio-campo dos azuis e brancos ressentia-se perante a pouca assertividade do colombiano na direita do ataque, apresentando dificuldades a segurar a bola, que os dragões tanto gostam de ter. Isto, provavelmente, por não jogar no meio, onde é melhor e, também, por Herrera estar uns furos abaixo do esperado.
No ataque, Adrián López não conseguia desenvencilhar-se das marcações e falhava no papel de coadjuvante de Jackson Martínez. Lopetegui pedia mais jogo exterior, pelas alas, mas o Sporting surgia bem nos processos defensivos, abdicando do ataque nos momentos de transição e apenas deixando Montero mais adiantado no terreno.
Nani tinha liberdade em campo e movimentava-se a seu bel prazer, e os portistas deixavam o internacional português jogar e fazer jogar, entendendo-se quase sempre bem com João Mário.
Apesar de surgir com alguma superioridade, o FC Porto foi cometendo erros atrás de erros, quer no meio-campo, quer daí para trás, e os leões aproveitaram bem. Primeiro Marcano, num amor com amor se paga, marcando na própria baliza, numa espécie de retribuição ao auto-golo marcado por Naby Sarr em Alvalade e que deu o empate aos dragões.
O golo teve o condão de despertar os portistas, sobretudo Quintero, que fez um passe magistral para o golo de classe de Jackson Martínez, quatro minutos depois de os leões se terem colocado em vantagem.
Para lá do futebol jogado, das táticas e estratégias várias, havia um lado psicológico no jogo que pesava a favor dos leões: os níveis de confiança dos azuis e brancos, com intranquilidades várias na defesa, a darem margem ao Sporting. Casemiro provou-o, ao colocar a bola à mercê de Nani para um grande golo. O Sporting saía em vantagem para o intervalo e com justiça.
Mexidas ajudam mas...
A provar isto mesmo surgiu o xadrez dos treinadores ao intervalo. Marco Silva não mexeu uma pedra, o Sporting jogava bem entre linhas, aparecia nas costas dos portistas, trocava a bola com mais do que facilidade. Lopetegui lançou Tello e Rúben Neves, sacrificando Óliver Torres e Casemiro. A velocidade no ataque mudou e logo depois os portistas, graças a Jackson, ganham uma grande penalidade que o próprio colombiano falha... ou Patrício defende. O que é certo é que o Cha Cha Cha podia ter feito melhor.
Mais do mesmo, Marco Silva refrescava o ataque, trocando Montero por Slimani e Capel por Carrillo, e a toada continuava, com os dragões melhores mas inconsequentes. Lopetegui jogou a última cartada com Brahimi, já o Dragão o pedia há muito, e a assobiadela para Adrián López, quando o espanhol saiu das quatro linhas, provou que a sua titularidade foi uma aposta errada.
Já a fechar, tudo tão fácil: FC Porto a ver jogar, Maicon a marcar ao de leve e Carrillo a fazer o terceiro, fechando as contas. Como uma mola, e a 7 minutos dos 90, muitos adeptos portistas abandonaram o estádio, descontentes com a prestação da equipa. Chegaram a haver lenços brancos nas bancadas.
No segundo round entre leões e dragões esta temporada, volta a levar a melhor Marco Silva e o seu Sporting, com pragmatismo, união e muita concentração. Ganhou quem falhou menos, já que o equilíbrio foi bastante evidente, apesar dos dois golos de diferença.
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