Real Madrid, Benfica, Inter, Ajax, Bayern, Liverpool, Nottingham Forest, Milan e, a partir de 30 de maio de 2026, PSG: eis os clubes que podem colocar no currículo o feito de terem conquistado pelo menos duas Ligas dos Campeões consecutivas.
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Depois do triunfo tranquilo (5-0) frente ao Inter de Milão na temporada passada, o conjunto parisiense teve de sofrer um pouco mais neste ano, mas, após bater o Arsenal nos penáltis (1-1, 4-3 g.p.), levantou a 'Orelhuda' pela segunda vez na sua história.
Tal como vem sendo apanágio, os portugueses Nuno Mendes, Vitinha, João Neves (titulares) e Gonçalo Ramos (marcou um dos penáltis) foram decisivos nesta conquista da formação da capital francesa.
Uma pedra na engrenagem
Não podemos dizer que a partida não seguiu o guião esperado, caro leitor. Afinal de contas, a premissa de que o PSG teria mais bola, controlando assim o ritmo de jogo, e de que o Arsenal estaria mais na expectativa confirmou-se praticamente desde início.
Ainda assim, os primeiros minutos trouxeram um elemento que acabou por ser decisivo no desenrolar do encontro: o tento do Arsenal.

Numa altura em que muitos adeptos ainda se sentavam nos respetivos lugares depois do belo espetáculo que os 'The Killers' ofereceram na cerimónia de abertura, os gunners abriram o ativo. Após uma má abordagem de Marquinhos e de um ressalto em Trossard, logo aos 6’, Havertz avançou quase meio campo com a bola controlada e, descaído para a esquerda, rematou forte em direção à ‘zona morta’ ao lado da cabeça de Safonov.
A partir daqui, o campeão inglês entrou em sentido de missão e não teve receio de dar iniciativa de jogo ao adversário. Montada com duas linhas de quatro extremamente compactas, a equipa de Arteta defendeu em pouco mais de 25 metros e deu o controlo do jogo ao adversário por completo.
Mesmo assim, o PSG, um tanto ao quanto desinspirado, não conseguiu criar reais situações de perigo - Fabián Ruiz foi o único que teve aproximações à baliza adversária - e o intervalo chegou com a vantagem mínima dos ingleses.
Reação foi premiada
Os jogadores do PSG sabiam que, para chegarem à segunda conquista consecutiva, tinham de se apresentar de uma forma diferente na etapa complementar. E, pese embora Luis Enrique não tenha feito qualquer alteração, a toada do jogo mudou.
Vamos reformular: o Arsenal continuou remetido ao seu processo defensivo, mas bastante menos eficaz. Com o avançar dos minutos e o cansaço, os pupilos de Arteta foram perdendo referências em termos de marcação e concederam mais espaço ao adversário.

Assim, aos 65', o empate chegou: na sequência de uma boa combinação pela esquerda, Kvaratskhelia foi travado em falta por Mosquera no interior da área e o árbitro assinalou penálti. Dembélé não tremeu e fez o 1-1 que soltou a festa nas bancadas (e também em Paris - sabemos o quão efusivos conseguem ser os parisienses).
Até ao fim dos 90 minutos, Barcola atirou ao poste e Vitinha rematou ligeiramente por cima da baliza de Raya, mas não conseguiram chegar ao tão desejado golo.
Após um prolongamento sem grande história, tudo ficou decidido nas grandes penalidades: mesmo com Nuno Mendes a permitir a defesa de Raya, Eze e Gabriel Magalhães remataram para fora e confirmaram assim nova conquista do campeão francês.
A Europa é do PSG!
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
João Neves (PSG): foi, na nossa forma de ver o jogo, o melhor jogador em campo. Apresenta uma inteligência tática digna de registo e ali isso a uma energia e capacidade de trabalho fora do comum. Foi um dos motores da recuperação parisiense e chega claramente 'embalado' ao Mundial.
Vitinha (PSG): justifica a cada partida que disputa o rótulo de 'um dos melhores médios do mundo' que muitos lhe colocam. Tem a confiança total dos colegas de equipa, algo visível na forma como todas as jogadas do PSG começam nos seus pés. Numa final da Liga dos Campeões, acertou 141 dos 150 passes que tentou... o que é mesmo a 'pressão'?
Declan Rice (Arsenal): se elogiamos o duo português do meio campo do PSG, temos também de deixar uma palavra a Declan Rice. Num jogo em que Odegaard não estev particularmente inspirado, o 'camisola 41' tentou assumir a batuta das poucas vezes em que o Arsenal teve a bola. Além disso, esteve irrepreensível do ponto de vista tático.
Cristhian Mosquera (Arsenal): uma exibição para esquecer para o jovem defesa espanhol. A partir da direita, teve algumas dificuldades para travar quem lhe apareceu pela frente e ainda cometeu o penálti que deu início à recuperação do PSG.
O árbitro
Exibição segura de Daniel Siebert. Atento e quase sempre bem posicionado, o alemão não teve medo de fazer notar a sua presença - mostrou um amarelo logo a abrir a 2.ª parte quando um jogador do Arsenal retardou um lançamento. O penálti sobre 'Kvara' também não deixa dúvidas.
Incidentes: O filme do jogo






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