«Mister Farioli
Mister Farioli
Dá-me o título, mister Farioli
Mister Farioli...»
A música entoada pelos adeptos ganhou outro significado! Depois de muitos meses de espera, está confirmado: o FC Porto conquistou o 31.º título de campeão nacional, ao derrotar o FC Alverca por 1-0. Os dragões estiveram em grande plano durante os 90 minutos e preparam-se, agora, para uma noite de grande festa nas imediações do Estádio do Dragão, que esteve completamente lotado.
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Para chegar à vitória diante deste adversário, Farioli operou uma mudança no onze inicial, uma vez que Zaidu entrou para o lugar que pertenceu a Thiago Silva. Do outro lado, Custódio apostou nos mesmos jogadores que derrotaram o FC Arouca.
Central abriu caminho
Como seria de esperar, este sábado esteve longe de ser apenas mais um. Existiu algo de especial no ar, até porque o FC Porto precisava apenas de um empate para alcançar o tão desejado objetivo. Esse estado de espírito sentiu-se desde cedo - nas palavras dos adeptos, no ambiente vivido antes do apito inicial e nos cânticos entoados pelas claques, carregados de crença e emoção.
Dentro de campo, a história assumiu contornos semelhantes, tendo em conta que os azuis e brancos pegaram logo no controlo do jogo. As primeiras aproximações por parte de Deniz Gul, Alberto Costa, Pablo Rosario, Zaidu e Gabri Veiga permitiram antever o resto da primeira parte, quase sempre dominada por parte dos anfitriões, claramente mais confortáveis.

Ora, aos 24 minutos o Estádio do Dragão gritou o primeiro golo: Froholdt rematou à barra e Kiwior aproveitou o ressalto para o 1-0. No entanto, o lance terminou anulado devido a uma mão por parte do polaco. Respirou de alívio o FC Alverca, que tentou ameaçar através de contra-ataques rápidos, aproveitando a técnica dos seus homens do meio-campo e ataque.
Essa estratégia deu resultado durante algum tempo, uma vez que os dragões sentiram algumas dificuldades a partir daí. Um nervosismo e uma ansiedade normais para uma equipa a um pequeno passo de ser campeã. Daquelas partidas em que não importa como se joga, mas sim como se ganha - um pensamento partilhado pela massa adepta, acreditamos nós.
Na reta final, o tão esperado golo. Gabri Veiga (quem mais?) bateu um pontapé de canto exímio e encontrou Jan Bednarek, que saltou mais alto que os adversários para o 1-0. Um barulho ensurdecedor, um grito de milhares e milhares de portistas, presentes dentro e fora do recinto desportivo. Uma festa sem fim, com muita pirotecnia à mistura.
Para a festa pintada de azul e branco
O segundo tempo começou com duas alterações - Zaidu / Jakub Kiwior saíram para dar lugar a Martim Fernandes / Alan Varela -, sendo que o objetivo era claro. Conquistar uma vantagem mais confortável no marcador, de modo a ficar mais perto da festa após os 90 minutos. Mas o FC Alverca não facilitou a tarefa, muito pelo contrário.
A turma de Custódio demonstrou personalidade e esteve longe de estar inibida na casa do campeão nacional. Foram várias as aproximações junto da baliza de Diogo Costa, guarda-redes que travou todas as investidas contrárias e serenou os ânimos em alturas mais complicadas, tal como aconteceu em todas as temporadas. Uma voz de comando, de capitão.

Até ao apito final, um jogo equilibrado e com poucos motivos de interesse dentro de campo (que corte de Alberto Costa aos 90´), dada a festa imensa fora das quatro linhas. 1-0 foi o resultado final.
O FC Porto chegou ao 31.º título de campeão nacional da sua história. No dia 2 de maio de 2026.
Uma simbologia numérica ligada a Jorge Costa [leia aqui a reportagem do zerozero ainda antes do apito inicial], eterno «O Bicho» que morreu no passado mês de agosto. A noite prevê-se longa e o antigo capitão será, com toda a certeza, uma das personalidades mais relembradas neste trajeto.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Jan Bednarek (FC Porto): o central marcou o primeiro e único golo do FC Porto, colocando a cereja em cima do bolo relativamente a uma época fantástica a diversos níveis. Capitão sem braçadeira.
Gabri Veiga (FC Porto): o médio espanhol tem subido de rendimento ao longo das últimas semanas e este jogo voltou a ser uma prova disso mesmo. Assistiu Bednarek, fartou-se de correr e tentar ligar jogo, demonstrando muita qualidade nesse sentido.
Chiquinho (FC Alverca): o extremo tentou criar perigo com a sua velocidade e criatividade, conseguindo isso com insistência. Saiu aos 77 minutos e já com muita fadiga acumulada.
O árbitro
Arbitragem algo atribulada por parte de David Silva, que teve rédea curta desde o apito inicial. Travou o ritmo em diversas ocasiões, baixando a qualidade do jogo nesse sentido. De resto, nenhum erro de maior gravidade.
Incidentes: O filme do jogo










