Continua a maldição de Vila das Aves para Rui Borges. Depois de um empate e uma derrota na temporada passada, o treinador leonino voltou a perder pontos diante do AFS (1-1) e deixa caminho aberto para o FC Porto ser campeão na próxima jornada.
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Rafael Nel abriu o marcador no início da segunda parte, mas um golo de Pedro Lima empatou a partida pouco depois da hora de jogo. Os leões carregaram mas pouco acerto ofensivo e a inspiração de Adriel travaram o bicampeão.
Controlar sem materializar
No primeiro onze já despromovido, João Henriques alterou duas peças: Tomané e Óscar Perea saíram, entraram Diego Duarte e Guilherme Neiva. Do lado dos leões, Rui Borges apresentou uma revolução no onze inicial. Em relação ao onze apresentado frente ao FC Porto, na Taça de Portugal, saíram Luis Suárez, Maxi Araújo, Quaresma, Gonçalo Inácio, Hjulmand e Geny. Entraram Pote, Kochorashvili, Debast, Mangas, Nel e Vagiannidis.
Desde o apito inicial se percebeu quem iria assumir as rédeas da partida. Os leões mantiveram o controlo da posse e jogaram em meio campo ofensivo desde muito cedo na partida.
Debast, Quenda e Pote tiveram nos pés as primeiras oportunidades da partida, mas esbarraram em Adriel, atento na baliza avense.
À medida que o relógio foi andando, o Sporting começou a ficar mais relaxado e a deixar de ser tão acutilante no último terço. O AFS, confortável em bloco baixo, foi controlando melhor a ofensiva leonina e aproveitou para sair algumas vezes em transição, preferencialmente por Tunde.
Até ao final do primeiro tempo, destaque para um lance de Devenish com Rafael Nel, em que o VAR alertou o árbitro da partida para uma possível grande penalidade e, depois de uma ida ao monitor, Pedro Ramalho considerou não haver infração do defesa avense.
Superioridade leonina não foi traduzida em vantagem no marcador.

Adeus ao título
No segundo tempo, a relação de oportunidades para golo foi diametralmente oposta ao do primeiro.
Aos 47´, primeira oportunidade e primeiro golo. Vagiannidis atrapalhou-se com a bola mas esse momento gerou dúvida e permitiu que o grego embalasse para dentro da área sem oposição. O cruzamento do lateral foi desviado por Devenish para a própria baliza e emendado por Rafael Nel para o fundo das redes. Estava desatado o nó.

Apesar da vantagem, Rui Borges não esperou muito para lançar dois pesos pesados: Suárez e Geny foram a jogo. Ainda antes disso, Pote atirou ao poste e, depois das alterações, Morita e Kochorashvili atiraram para defesas de Adriel. Estava confortável o Sporting e em busca do segundo golo.
Porém, tudo mudou com três minutos depois da hora de jogo. Morita disputou no ar com Pedro Lima e, tal como aconteceu no último jogo do campeonato - diante do Benfica - colocou o braço na bola e o VAR alertou Pedro Ramalho que, desta feita, considerou suficiente para castigo máximo. Na cobrança, Pedro Lima bateu Rui Silva e empatou a partida.
Os alarmes soavam para os de Alvalade dada a inoperância que a equipa foi mostrando depois do golo avense. O AFS, mais confiante, começou a sair com mais critério e Perea viu-lhe negada a reviravolta por Rui Silva. Os leões foram chegando ao último terço mas sem o discernimento necessário para fazer mossa à baliza contrária.
Nos últimos dez minutos, avalanche ofensiva dos leões. No mesmo lance, Maxi Araújo e Geny Catamo tiveram nos pés a vitória, mas Adriel e o poste negaram o golo verde e branco.
O jogo partiu e os leões expuseram-se cada vez mais. Óscar Perea isolou-se na cara de Rui Silva e atirou ao poste já em período de compensação.
O Sporting diz assim adeus ao título e fica a não depender de si para ficar no segundo posto do campeonato.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Pedro Lima (AFS): O mais esclarecido do AFS. Ao longo de toda a temporada foi o que mostrou melhor qualidade técnica e capacidade para jogar na Primeira Liga. Marcou de penálti e conseguiu ir trazendo a equipa para o ataque.
Adriel Ramos (AFS): Que exibição! Defendeu tudo - algumas com um grau de dificuldade elevadíssimo. Valeu um ponto.
O árbitro
Pedro Ramalho teve uma arbitragem difícil, mas parece ter acertado em grande parte dos momentos apesar de alguns lances serem de interpretação. O lance na área de Devenish com Rafael Nel não parece um lance claro e óbvio para o VAR intervir. Não dá para ter a perceção total do lance, mas parece que a bola é jogada a meias pelos dois jogadores e o colombiano atinge também o pé, de forma casual. No lance do penálti do AFS há um braço na bola de Morita numa disputa no ar com o jogador avense. Involuntário, mas aumenta a volumetria e muda a trajetória da bola.
Incidentes: O filme do jogo










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