Se a passadeira vermelha é estendida, só tem de se desfilar. O FC Porto venceu o CD Tondela (2-0) e, com a ajuda do SL Benfica, aumentou para sete os pontos de vantagem em relação ao segundo classificado - encarnados neste momento, o Sporting CP está a oito, com um jogo a menos.
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Depois da mãozinha de Mourinho e companhia ao vencer o Sporting CP, o FC Porto entrou em campo com a possibilidade de dar um passo de gigante rumo à conquista do 31º campeonato. O penálti falhado por Varela no primeiro tempo ainda deixou a desconfiança no ar, mas Gabri Veiga e Froholdt resolveram o assunto no segundo tempo.
O FC Porto está com uma mão no título de campeão e os fantasmas de Farioli de 2024/25 parece que foram caçados pelos dragões.
Nervoso miudinho
Farioli não fugiu à normalidade e voltou a rodar muito a equipa depois de um jogo europeu a meio da semana: foram sete as alterações operadas pelo técnico italiano. Já Gonçalo Feio alterou duas peças e o sistema utilizado nos primeiros dois jogos. Depois de um 4-2-3-1 em Guimarães e diante do Gil Vicente, optou por um 3-4-3 no Dragão.
Depois de entrar em campo a saber que o SL Benfica tinha vencido o Sporting CP, os dragões entraram com muito ritmo na partida, com várias chegadas ao último terço ainda dentro dos primeiros cinco minutos. Depois, o nervosismo - natural dada a importância do jogo - apoderou-se um pouco da equipa, que foi cometendo alguns erros não forçados e oferecendo alguns momentos de transição aos beirões.
O Tondela, numa primeira fase, não se coibiu de pressionar a saída curta do FC Porto, mas os azuis e brancos - com menor ou maior dificuldade - foram conseguindo encontrar os caminhos até ao último terço. Aí, a decisão de Pietuszweski e Rodrigo Mora não foi sempre a melhor e foram-se perdendo algumas chances para ferir a baliza de Bernardo Fontes.
O momento chave do primeiro tempo aconteceu aos 38´. Um remate de Mora levou a bola ao braço de Joe Hodge e Cláudio Pereira, após revisão do VAR, apitou para a marca dos onze metros. Alan Varela, na cobrança, falhou pela primeira vez esta temporada depois de um voo rasteiro do guardião contrário, a defender o remate para a sua direita. Duro golpe para a equipa do FC Porto, que desperdiçou uma oportunidade chave para desatar o nó do marcador.
Até ao fim do primeiro tempo, os dragões mantiveram-se em meio-campo ofensivo e Pietuszweski viu-lhe negado um grande golo por Bernardo - o MVP dos primeiros 45´ minutos.
Passadeira vermelha é para desfilar
Kiwior e Mora - amarelados - ficaram nos balneários, sendo rendidos por Rosario, de volta ao centro da defesa, e Gabri Veiga. Se o objetivo era mudar rapidamente o rumo dos acontecimentos, Farioli acertou na perfeição.
Pablo Rosario tocou dentro para Gabri, que desviou subtilmente de calcanhar para Deniz Gül e o turco, depois de um bom trabalho de pivô, devolveu ao espanhol para este fazer de pé esquerdo o primeiro da partida. Explosão de alegria - e alívio - no Dragão.
O golo deu confiança aos portistas, que continuaram a controlar o jogo com bola e a entrar no último terço adversário. O Tondela, em desvantagem, foi obrigado a expor-se cada vez mais e começou a falhar timings de pressão.
Serenos e confiantes, os dragões chegaram ao segundo de uma forma natural, ainda que com alguma sorte à mistura. Novamente Rosario da jogada, recebeu à esquerda e libertou em Deniz Gül e, depois de uma carambola, a bola foi ter com Froholdt. O dinamarquês - indubitavelmente um dos MVP´s da liga - voltou a marcar e levou o reduto portista à euforia.
Depois do 2-0, o jogo poderia ter acabado. O FC Porto geriu a seu belo prazer - até podia ter aumentado - e o CD Tondela não causou qualquer calafrio à equipa da casa.
O tão desejado 31º título está mais perto da invicta.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Victor Froholdt (FC Porto): Será que algum dia vai parar de correr? O dinamarquês pressiona, recupera, passa bem, rasga entre linhas. Completíssimo, e agora com golo. Candidato a MVP da Liga.
Pablo Rosario (FC Porto): Faz tudo tão bem. É médio defensivo, entrou para central e passou para lateral esquerdo. Está nos dois golos com passes para zona central. 45´ minutos a roçar a perfeição.
O árbitro
Cláudio Pereira assinalou uma grande penalidade quando ela não existiu e não assinalou quando ela existiu. Felizmente, foi corrigido pelo VAR. De resto, geriu bem o jogo e não foi protagonista.
Incidentes: O filme do jogo






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