Fibra de campeão! O FC Porto venceu o SC Braga na Pedreira (1-2) e deu um passo importante na corrida ao título na deslocação teoricamente mais difícil até ao final do campeonato.
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O resultado foi totalmente construído no segundo tempo. Zalazar inaugurou o marcador de grande penalidade, William Gomes e Fofana saltaram do banco para empatar a partida. Farioli acertou nas substituições e o impacto na equipa foi bem visível.
O líder FC Porto fez o que Sporting CP e SL Benfica não conseguiram fazer: vencer na Pedreira.
Chama inicial do Dragão não trouxe fogo
O primeiro tempo no Municipal de Braga começou com sufoco do líder. Os dragões entraram com uma mudança acima dos arsenalistas e criaram perigo desde os primeiros momentos do jogo.

Pepê isolou-se com Hornicek e não conseguiu desviar a bola do guardião. Logo de seguida, Alan Varela atirou à baliza de fora da área e até se gritou golo na Pedreira, mas a bola saiu a centímetros do poste. Pietuszweski também teve oportunidade de finalizar de cabeça ao segundo poste, mas a tentativa não levou a direção cerca.
Depois do sufoco inicial dos forasteiros, o jogo foi gradualmente acalmando o ritmo. O SC Braga tentou ter bola e fazer um jogo mais paciente, enquanto os portistas procuraram acelerar o jogo, procurando maioritariamente o teenager polaco no corredor esquerdo. Pietuszweski sacou o amarelo a Lagerbielke e foi dor de cabeça para a equipa minhota.
Na segunda metade do primeiro tempo reinou o equilíbrio. Poucas - ou nenhumas - oportunidades de golo e ambas as equipas tentaram controlar a posse e jogar um jogo mais paciente.
A chama do dragão acendeu a abrir mas não fez fogo, apenas uma faíscas - que me nada resultaram. Tudo empatado ao intervalo.

Emoção com um banco decisivo
O segundo tempo começou sem alterações mas rapidamente algo alterou: o marcador. Aos cinco do segundo tempo, Gabri Veiga agarrou Niakaté na sequência de um canto bracarense e António Nobre apontou para a marca dos onze metros. Zalazar, especialista, não perdoou e enganou Diogo Costa no frente a frente. Vantagem bracarense!
Farioli apressou-se a mexer na equipa e colocou Moffi e William Gomes em campo logo de seguida. A resposta portista começou com um remate de Froholdt, defendido por Hornicek e com um grande remate de William, que saiu muito perto depois de desviar num adversário.
Depois de uma reação cabal, o SC Braga acalmou o jogo uns minutos. O técnico dos azuis e brancos voltou a mexer - lançou Rosario e Fofana - e o golo apareceu de seguida. Kiwior lançou o compatriota Pietuszewski nas costas de Moscardo, o brasileiro abordou mal o lance e o polaco assistiu William Gomes para o empate. Tudo nivelado na Pedreira, novamente.
Farioli já havia acertado nas alterações uma vez, voltou a dar resultado. Os dragões remontaram a partida de bola parada: canto à direita e, depois de um corte incompleto, Fofana atirou uma bomba para o fundo das redes de Hornicek.
Até ao fim, o FC Porto controlou a partida. O SC Braga apostou em muitos cruzamentos e Diogo Costa disse presente em todos os momentos e segurou um triúnfo importantíssimo para os dragões.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Oskar Pietuszewski (FC Porto): Mais um grande jogo do polaco do FC Porto. Sempre a pedir na profundidade, criou o golo do empate portista - grande passe de Kiwior - com uma assistência para William Gomes.
Rodrigo Zalazar (SC Braga): Uma força da natureza. O uruguaio continua a fazer uma grande temporada e fez mais um enorme jogo. Além do golo, correu muito e carregou todo o jogo ofensivo dos arsenalistas.
O árbitro
Arbitragem difícil de António Nobre. Um penálti, dois lances no limiar do cartão vermelho e muitos cartões. Errou em alguns lances e mostrou demasiados cartões, em alguns com dualidade de critérios entre as equipas. No penálti a favor do SC Braga há um puxão, mas parece daqueles que existem em todos os lances de bola parada. Havendo toque aceita-se a decisão, mas parece algo forçado.
Incidentes: O filme do jogo











