Sabia-se de antemão que a missão do Sporting seria difícil; afinal de contas, os leões iriam ter pela frente nos oitavos de final da Champions uma equipa (Bodo/Glimt) que havia batido Atlético de Madrid, Manchester City e Inter de Milão no espaço de poucas semanas.
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Ainda assim, acreditamos que nem os adeptos mais pessimistas acreditavam que a equipa de Rui Borges pudesse regressar da Noruega com uma desvantagem de três golos. Pois bem, foi exatamente isso. Num duelo em que a formação portuguesa esteve desconfortável durante praticamente 90 minutos, o 3-0 final apareceu de forma natural.
Uma intensidade difícil de igualar
Sem Maxi Araújo (castigado) e Ricardo Mangas (lesionado), Rui Borges foi obrigado a improvisar na lateral esquerda. A solução? Puxar Fresneda para esta posição e dar a titularidade a Vagiannidis no lado oposto.
Pese embora os leões até tenham começado melhor- tiveram mais bola e dispuseram mesmo da primeira chance do encontro, por intermédio de Luis Suárez- a verdade é que os noruegueses assumiram as despesas do encontro desde cedo.

A fórmula não foi propriamente uma novidade; no entanto, esta 'previsibilidade' não a torna mais fácil de defender. Berg, o capitão, é o médio defensivo dos nórdicos e coordena todo o processo ofensivo. Um pouco mais à frente, Jans Peter Hauge parte da esquerda, infiltra-se no corredor central e cria uma dinâmica difícil de contrariar. De resto, a gestão da pressão defensiva entre Francisco Trincão, Morten Hjulmand e João Simões foi uma lacuna durante toda a primeira parte.
Com pezinhos de lã e sempre intensos (com e sem bola), os visitados foram-se aproximando da baliza do Sporting e acabaram por ser recompensados à passagem do minuto 32. Num lance discutível, isto na medida em que entramos no capítulo da 'intensidade', Vagiannidis empurrou Fet dentro da área e o árbitro assinalou penálti. O mesmo Fet foi chamado a marcar e não tremeu, abrindo assim o ativo.
O tento motivou o Bodo/Glimt, que dobrou a vantagem ainda antes do intervalo. Num novo lance em que a equipa norueguesa conseguiu criar superioridade no corredor central, Blomberg surgiu isolado na cara de Rui Silva e rematou colocado para o 2-0 com que se chegaria ao intervalo.
Imagem diferente com o mesmo defecho
No regresso do descanso, os leões surgiram claramente melhores. Fresneda passou a surgiu mais dentro, dando assim margem para Luis Guilherme atacar o espaço na esquerda. Para além disso, elementos como Morita, lançado aos 63', deu alguma estabilidade ao meio-campo sportinguista.
Luis Suárez conseguiu ligar-se aos colegas, algo raro na etapa inicial, e teve algumas aproximações interessantes à baliza adversária. Ainda assim, nunca se sentiu que os leões pudessem efetivamente chegar ao golo.
Sem entrar em alarme, o Bodo/Glimt foi fazendo o seu jogo e chegou ao terceiro golo de forma natural. Aos 71', o mágico Hauge voltou a fazer das suas e, com um cruzamento milimétrico, encontrou o seu 'quase homónimo' Hogh ao segundo poste. O camisola 9 antecipou-se a Nuno Santos e só teve de desviar para o fundo das redes de Rui Silva.
Até ao apito final, houve apenas registo de um par de tentativas dos leões em chegar à baliza adversária, mas nenhuma se concretizou numa chance realmente perigosa.
Com três golos de desvantagem, o Sporting tem agora uma missão hercúlea pela frente. A equipa de Rui Borges tem possibilidade de resposta daqui a uma semana, em Alvalade.
Incidentes: O filme do jogo










