Chegou a parecer que não, mas teremos Liga até ao fim! O líder ameaçou a fuga, mas não conseguiu guardar a vantagem que conquistou durante a primeira parte e agora, no fim de uma jornada 25 que se apresentou como potencialmente decisiva, as distâncias do top-4 mantêm-se iguais.
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O FC Porto, bem organizado coletivamente mas também apoiado em algum brilhantismo individual (Pietuszewski fez o que pôde pela vitória), colocou-se com dois golos de vantagem no Estádio da Luz. O Benfica demorou muito tempo a resolver o problema que tinha em mãos, mas o banco de Mourinho, que acabou expulso, mostrou serviço e levou o jogo de volta ao empate. Houve consenso numa coisa, pelo menos: foi um bom Clássico.
Luz azul
Foi com ânimos fortes que a tarde começou no Estádio da Luz, onde os adeptos se mostraram cientes da dimensão deste jogo nas contas do campeonato. Alguns desses adeptos foram mais longe nesse ânimo, atrasando o próprio futebol com engenhos pirotécnicos, mas isso não impediu o marcador de mexer cedo.
De repente, a responsabilidade passava a estar do lado encarnado. Não foi fácil manter a posse durante períodos extensos, mas houve chegada à área, com Rafa, Schjelderup e Prestianni na origem de alguns lances que ameaçaram a baliza de Diogo Costa. A ambição encarnada também gerou algum espaço para o contra-ataque portista e isso acabou mesmo por ter grande influência no jogo.
O espaço vazio foi como uma autoestrada para a mota que é Oskar Pietuszewski. Lançado pela esquerda, aos 40 minutos, o extremo polaco arrancou e só parou para festejar o 2-0, tendo chegado ao golo depois de fazer uma maldade aos tornozelos de Otamendi com uma finta que até enganou Trubin. Brilhante, o trabalho do miúdo que passou a ser o segundo mais jovem de sempre a marcar num Clássico.

Mourinho demorou, mas respondeu
Farioli começou a gestão logo ao intervalo, lançando Fofana e William Gomes. E não são essas mexidas que o explicam, mas os níveis de energia do FC Porto revelaram-se muito mais elevados que os de um Benfica que, mesmo em desvantagem, não mostrava metade da intenção e urgência no ataque.
Essa falta de reação gerou frustração nas bancadas. Os assobios foram como um puxão de orelhas, a relembrar a equipa de que ainda havia muito futebol por jogar. Mesmo assim, a dificuldade na pressão (ou a facilidade do FC Porto em sair dela) manteve-se e isso, aliado à atrapalhação encarnada no último terço, ajudou os dragões a gerir de forma mais fácil.

E o banco foi mesmo a fonte de todas as coisas boas para o Benfica, já que de lá também saiu Leandro Barreiro - o autor do golo que empatou o jogo e manteve em aberto as contas do campeonato. Finalização oportuna, aos 89 minutos, depois de um cruzamento muito bem medido por Ivanovic.
Os minutos finais ainda trouxeram alguma confusão. Primeiro nos bancos, onde José Mourinho acabou por receber mesmo ordem de expulsão, e depois em campo, onde o Benfica pediu uma grande penalidade sobre Pavlidis num lance que o árbitro entendeu como falta ofensiva. Instantes depois, o apito final selou a divisão de pontos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Oskar Pietuszewski (FC Porto): Nem os mais otimistas esperavam um impacto tão grande em tão pouco tempo. Foi uma dor de cabeça para o Benfica, fez o golo mais memorável da tarde e deixou o campo com a sua equipa a vencer por 0-2. Melhor em campo.
Leandro Barreiro (Benfica): Jogou limitado, como Mourinho depois do jogo revelou. Nem podia fazer mais que 10 minutos de jogo, alegou. Não se notou. Apareceu no sítio certo para o clímax do Clássico, e fez um golo importantíssimo na história desta Liga.
Victor Froholdt (FC Porto): Marcou o primeiro golo do jogo num lance que tão bem ilustra o seu espírito lutador. Fez, de resto, um jogo bastante competente. Aos 20 anos, já ninguém duvida do seu valor e é uma das grandes figuras do campeonato português.
Franjo Ivanovic (Benfica): A utilização tem sido muito escassa nos últimos meses, mas isso pode mudar depois da excelente entrada frente ao FC Porto. Não se escondeu, mexeu com o jogo, e acabou por dar o empate com um ótimo cruzamento.
Incidentes: O filme do jogo






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