Tudo parecia encaminhado até ao minuto 90+3´. O Sporting deixou escapar dois pontos na Pedreira ao cair do pano, com um golo de grande penalidade de Zalazar. Suárez e Inácio marcaram para os leões, Horta e o uruguaio para os bracarenses numa partida decidida no último lance da partida. Os leões, que já conseguiram pontos muito importantes na compensação, foram desta vez traídos pelos descontos.
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Os leões vão ver o clássico do sofá já pressionados pela perda de pontos.
O Sporting regressou a um terreno onde foi feliz na temporada passada. Na despedida de Rúben Amorim, os leões viraram um 2-0 para 2-4, graças a um bis de Conrad Harder nos últimos minutos. Um jogo com um impacto enorme na temporada dos leões.
Desta feita, 16 meses depois, a história é bem diferente. Rui Borges manteve dez homens do onze que venceu o FC Porto na passada terça feira, lançando apenas Pedro Gonçalves no lugar de Luís Guilherme. Já Vicens alterou duas peças, uma delas forçada: Paulo Oliveira entrou para o lugar do lesionado Barisic, Moutinho entrou para o lugar de Gabri, empurrando Diego para o corredor esquerdo, tal como aconteceu contra o Vitória SC.
Força de bicampeão
Os arsenalistas entraram com vontade de ter bola e conseguiram colocar o Sporting CP a correr nos primeiros momentos do jogo. Porém, os leões ajustaram bem a pressão e, depois da dezena de minutos, tomaram conta da partida.
As primeiras oportunidades surgiram pelos pés de Geny Catamo. O moçambicano criou muitas dificuldades a Diego Rodrigues - pouco rotinado a defender um contra um - e foram dele os primeiros dois remates perigosos da turma de Alvalade.
Na sequência de um deles, lá entrou o primeiro. Perto do meridiano do primeiro tempo, Pote bateu um canto ao primeiro poste, Inácio surgiu do centro e cabeceou na perfeição - com a nuca -, sem hipóteses para Hornicek.
O golo galvanizou ainda mais uns leões, que poderiam ter aumentado as contas dois minutos depois, não fosse um falhanço de Suárez depois de um passe magistral de Trincão. Estava isolado o colombiano e perdeu o duelo com o guardião checo, que respondeu com uma grande defesa.
Os da casa acalmaram a partida - Moutinho pegou mais no jogo - e acabaram por empatar dez minutos depois com um golaço coletivo. Moutinho variou o flanco com um passe longo, Zalazar com uma receção perfeita tirou Geny do caminho e assistiu Ricardo Horta para o golo. O capitão lançou um foguete para o fundo das redes, com o remate ainda a bater no poste.
Na fase em que o jogo estava mais nivelado, grande penalidade para os forasteiros. Suárez aproveitou uma segunda bola na área e o esférico foi ao braço de Arrey-Mbi. Na cobrança, o cafetero não facilitou. Marcou, marcou, marcou outra vez...
Jogo aberto para o segundo tempo.
Até ao último suspiro
Paulo Oliveira ficou nos balneários ao intervalo e Vicens lançou Moscardo. O brasileiro foi adaptado a central do lado direito, visto que os bracarenses não tinham outro central disponível.
Os Gverreiros entraram melhor no segundo tempo e obrigaram a equipa leonina a defender mais baixa no terreno. Com Horta e Zalazar mais dentro do jogo e Moutinho mais à frente, a equipa da casa começou a ter mais critério no último terço mas claudicou na finalização.
À medida que o cronómetro foi andando, mais o SC Braga foi crescendo no terreno e deixou os leões sem capacidade de ir em busca do golo da tranquilidade. Moutinho e Víctor Gómez tiveram chances para marcar, sem sucesso.
Rui Borges fechou as trancas à porta com Quaresma a fazer uma linha de cinco na defesa - entrou para o lugar de Geny - e os leões estabilizaram o sufoco bracarense.
A vitória parecia encaminhada até que... penálti para o Braga. Horta rematou contra a mão de Gonçalo Inácio e, na conversão, Zalazar não tremeu. Empate no último lance do jogo e os leões vão ver o clássico do sofá já pressionados pela perda de pontos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
João Moutinho (SC Braga): O que joga e faz jogar. Moutinho deu mais uma aula de futebol no Municipal de Braga. Que jogador fantástico. Tem 39 anos...
Luis Suárez (Sporting): Deu em apoio, deu na profundidade, deu defensivamente e marcou. É um animal competitivo e mesmo quando as coisas não lhe saíam de feição compensou com o esforço.
Geny Catamo (Sporting): Desde o corredor direito foi o mais desequilibrador dos leões. Ficou mal na fotografia no golo bracarense mas a equipa viveu muito das suas arrancadas. Fez de Diego o que quis.
Rodrigo Zalazar (SC Braga): Assistência e golo no último minuto do craque uruguaio. Até pode andar algum tempo ao lado do jogo, mas quando aparece é com tudo.
O árbitro
Miguel Nogueira apitou tudo. No primeiro tempo marcou muitas faltas e os jogadores, depois de verem o critério, foram caindo sistematicamente. Esteve bem no capítulo disciplinar. O penálti é bem assinalado, apesar do jogador do SC Braga ter sido atingido com a bola à queima-roupa.
Incidentes: O filme do jogo










