Amarrado taticamente, pouco entusiasmante ou até mesmo enfadonho. Eis expressões que podíamos ter utilizado para descrever o Clássico… se este tivesse terminado aos 75 minutos!
Veja Também
- Sporting apresenta queixa contra o FC Porto: «O passado nunca está morto...»
- Ligamento cruzado trava Samu: Clássico gerou três baixas no FC Porto
- Sporting é o rei dos descontos: veja a lista (onde não está o FC Porto)
Numa partida que globalmente não foi bem jogada, o FC Porto esteve perto de dar uma resposta efetiva à desconfiança que surgiu após o desaire frente ao Casa Pia com um tento do reforço Seko Fofana. No entanto, um golo do Sporting ao soar do gongo, por intermédio de Luis Suárez, ditou o 1-1 final.
Perante este cenário, e sendo certo que a equipa de Farioli mantém os quatro pontos de vantagem sobre o mais direto perseguidor, o maior beneficiado desta jornada é o Benfica, que ganha pontos aos dois rivais.
Mudanças com pouco efeito
Ainda que FC Porto e Sporting se tenham apresentado nos sistemas táticos habituais- dragões em 4-3-3 e leões em 4-2-3-1-, a verdade é que tanto Farioli como Rui Borges surpreenderam nas escolhas dos onzes.
Enquanto Thiago Silva e Pablo Rosário ficaram no banco no FC Porto, com Alberto Costa e Alan Varela a serem escolhas iniciais, no Sporting, Morita ocupou o lugar que vinha sendo de João Simões.
Ainda assim, os primeiros minutos foram uma boa amostra do que viria a ser uma grande parte do encontro. Sem aproximações relevantes às balizas, as duas equipas proporcionaram um encontro equilibrado. Com os da casa especialmente efetivos na reação à perda e os visitantes a fazerem uso do contra-ataque, o primeiro remate surgiu apenas aos 20 minutos: Alan Varela, à entrada da área, atirou ligeiramente ao lado da baliza de Rui Silva.
Rui Borges entrou em campo com a lição bem estudada, num cenário percetível pela forma como os três homens do meio-campo marcavam quase religiosamente o trio oposto: Pedro Gonçalves com Alan Varela, Morita com Froholdt e Hjulmand com Gabri Veiga.
Até ao intervalo, o melhor que o Sporting conseguiu foi uma aproximação interessante já na compensação, com Suárez a falhar o desvio por centímetros e Martim Fernandes a tirar a oportunidade de Geny rematar com perigo.
E tudo o banco mudou (para o bem e para o mal)
Os primeiros minutos da etapa complementar trouxeram um Sporting mais maduro com bola e um FC Porto com Deniz Gul no lugar do lesionado Samu. Aproveitando também alguns erros da defesa adversária- Kiwior (que, tal como Martim Fernandes, saiu com problemas físicos) esteve uns furos abaixo do que habituou os adeptos- os leões foram criando boas dinâmicas pela direita, mas sem criar perigo.
Percebendo que estava a perder a luta do meio-campo, Farioli não demorou a mexer e lançou Mora e Fofana para os lugares de Gabri Veiga e Borja Sainz. A pouco e pouco, e sem serem exuberantes, os dragões foram crescendo e acabaram recompensados.

Num lance de (muita) insistência, Seko Fofana rematou forte de pé direito à entrada da área, deixando em ebulição um Estádio do Dragão muito bem composto.
Os sete pontos de vantagem passaram assim a ser um objetivo que estava ‘ali tão perto’. No entanto, o Sporting quis justificar o porquê de ser o atual bicampeão nacional.
Já depois de Francisco Trincão ter atirado a rasar o poste da baliza de Diogo Costa, Luis Suárez segurou a conquista de um ponto para os forasteiros. Após um corte com a mão de Francisco Moura (o lateral foi lançado na segunda parte) dentro da área, o colombiano assumiu o penálti. E se Diogo Costa defendeu o primeiro remate, o colombiano foi rápido a reagir e fez o 1-1 final na recarga.
Estava assim fechado o Clássico.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Seko Fofana (FC Porto): Na estreia com a camisola do FC Porto, o médio costa-marfinense apresentou-se da melhor forma possível aos adeptos azuis e brancos. Forte fisicamente, fez um golo na base da insistência e mostrou que pode ser uma peça bastante útil para Farioli.
Francisco Moura (FC Porto): Exibição para esquecer do lateral-esquerdo. Entrou na reta final e pareceu sempre desconcentrado. Teve passes errados e, além disso, cometeu o penálti que colocou o FC Porto mais longe da conquista dos três pontos, num lance em que foi algo ingénuo.
Morten Hjulmand (Sporting): Não é mais exuberante, mas entra claramente no lote dos mais inteligentes. É o líder deste Sporting e assume sem receios esses papel, num cenário para o qual é decisiva toda a sua mestria tática. Para se ter noção, ganhou oito dos nove duelos que disputou.
Rodrigo Mora (FC Porto): Semana após semana, o camisola 86 vai reclamando mais minutos de jogo. Lançado com 30 minutos por jogar, o internacional jovem por Portugal até atuou fora da sua posição habitual, já que foi utilizado como extremo esquerdo. Ainda assim, fez uso da sua técnica para criar perigo- é nos seus pés que começa o lance do golo.
O árbitro
Foi difícil compreender qual o critério que Luís Godinho pretendia aplicar- houve alturas em que apitou pequenos toques e fases em que deixou jogar em demasia. Ainda assim, termina a partida com nota positiva, isto na medida em que não tem influência direta no resultado, e com o lance penálti bem ajuizado.
Incidentes: O filme do jogo




zerozero.pt
ceroacero.es
ogol.com.br
playmakerstats.com
calciozz.it
leballonrond.fr
fussballzz.de
zerozero.com.ar
voetbalzz.nl
zerozero.tr
soccerzz.com
zerozero.com.mx
ceroacero.com.co
zerozero.pe
zerozero.cl
zerozero.com.ve
zerozero.co.ao
zerozero.co.mz
zerozero.cv
zerozero.ml
zerozero.id
cn.zerozero.asia


