Primeiro jogo do Sporting em 2026, primeiro tropeção. Na deslocação ao Estádio Cidade de Barcelos, os leões não foram além de uma igualdade (1-1) frente a um Gil Vicente uma vez mais destemido, perante um adversário de respeito. Com intenção de matar a partida no início da segunda parte, os verde e brancos acabaram castigados ao cair do pano pelo estreante a marcar, Carlos Eduardo. Para um rugido de leão, houve um cantar de galo...
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A fazer resistir Ioannidis no apoio a Luis Suárez e apenas com duas mudanças no onze - nas laterais, Fresneda e Matheus Reis assumiram os lugares de Vagiannidis e Ricardo Mangas -, os campeões nacionais viveram uma primeira parte de pouca inspiração ofensiva.
Sem grande ocasiões para fazer abanar as redes dos minhotos, o conjunto orientado por Rui Borges viu a turma de César Peixoto apresentar os pressupostos anteriormente apresentados nesta edição da Liga Portugal Betclic, mesmo já sem contar com Pablo, grande goleador da equipa, de partida para o West Ham.
Matheus Reis e Maxi Araújo não foram capazes de criar grandes dificuldades a Murilo e Zé Carlos sobre a esquerda, ao contrário do que Fresneda e Francisco Trincão conseguiram do lado oposto.
De resto, foi mesmo desse lado que surgiu a ocasião mais clara dos leões - cabeceamento por cima de Ioannidis -, já depois da primeira grande situação criada pelo pontapé acrobático de Gustavo Varela. O primeiro sintoma - seguiu-se a tentativa de Tidjany Touré bem parada por Rui Silva - de um Gil atrevido e organizado, mas que acabou surpreendido sobre o intervalo.
No aproveitamento de um grande passe por alto de Eduardo Quaresma que pingou no espaço da defensiva dos minhotos, Luis Suárez foi, mais uma vez, letal e bateu um Andrew algo hesitante na hora de efetuar a mancha. Leões em vantagem, mas tudo em aberto para o segundo tempo.
Resistir à matança leonina e sair vivo perto do fim
No reatar, o Sporting foi capaz de impor o seu melhor período na partida. Mais capaz de encontrar os espaços que não conseguiu na primeira parte, os leões apenas a si mesmos ficaram a dever o 0-2. Maxi Araújo deixou as luvas de Andrew a arder, numa espécie de ensaio do guardião dos galos para a defesa à andebol que viria a fazer a remate à queima-roupa de Suárez.

A viver um período delicado na partida, o Gil teve a personalidade para reagir, tendo ficado às portas do empate. Brilhante nos reflexos exibidos, Rui Silva negou o golo de cabeça a Tidjany Touré, num lance que espevitou os galos para uma reta final imperdível pelo perigo causado perto da baliza leonina.
Com uma vocação cada vez mais ofensiva devido às substituições efetuadas por César Peixoto, os minhotos obrigaram os leões a sofrer. Murilo deu a ilusão de golo a partir de um livre transviado - na sequência da expulsão de Gonçalo Inácio -, seguindo-se mais um par de situações dentro da área leonina capazes de fazer temer o pior. Que havia de chegar.
Com o Gil cada vez mais crente o empate, o Sporting precisou de cerrar fileiras, mas, desta vez, Rui Silva nada podia fazer. Novamente com Luís Esteves a proporcionar um momento de finalização a um colega de equipa, coube a Carlos Eduardo restabelecer a igualdade com um cabeceamento fulminante e memorável para o avançado brasileiro.
Logo a seguir, Joelson Fernandes ficou perto da reviravolta, antes do forcing final dos leões não ter efeitos práticos na soma dos três pontos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Carlos Eduardo (Gil Vicente): Entrou numa fase em que o César Peixoto quis ver a sua equipa chegar ao empate e logrou o objetivo com sucesso. Cabeceamento fulminante e estreia a marcar, numa semana em que Pablo, concorrente direto pela vaga mais avançada da equipa minhota partiu para Inglaterra e para a Premier League.
Luis Suárez (Sporting): Mais um jogo com golos do internacional colombiano. Cada vez mais influente na manobra da equipa orientada por Rui Borges, Luis Suárez abriu o ativo na melhor situação dos leões durante o primeiro tempo. É certo que falhou a oportunidade para fazer o segundo golo e matar o jogo, mas está cada vez melhor e é o melhor marcador do campeonato neste momento.
Rui Silva (Sporting): Não costuma ser tantas vezes colocado à prova na I Liga, mas, esta noite, em Barcelos, Rui Silva foi absolutamente determinante para o Sporting. Negou o golo inaugural aos gilistas e impediu a reviravolta de Joelson Fernandes ao cair do pano.
O árbitro
Numa partida intensa, Gustavo Correia foi capaz de manter o critério nos lances que ajuizou. Mesmo assim, ficam algumas dúvidas quanto à amostragem do cartão vermelho a Gonçalo Inácio.
Incidentes: O filme do jogo










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